Huambo - O secretário de Estado da Comunicação Social, Celso Malavoloneke, referiu hoje, sexta-feira, no Huambo, que Angola continua a ser o país da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) com a taxa mais baixa de acesso à informação, através do sinal de televisão e da rádio.

Fonte: Angop

O responsável falava sobre os sinais de rádio e televisão, durante o Fórum dos Municípios e Cidades de Angola, que decorre desde quinta-feira, sob a presidência do ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel José Nunes Júnior.

 

Celso Malavoloneke informou que as actuais cifras são bastantes baixas e preocupantes, devido a condicionalismos como a falta de energia eléctrica, por um lado, e a disponibilidade de receptores de emissão, por outro, no âmbito dos desafios do alargamento dos sinais destes meios de comunicação de massas que permitiriam maior acesso à informação pela maioria dos cidadãos.

 

Em relação à rádio, salientou que a solução tecnológica adoptada em 2007, neste caso a transmissão em Frequência Modelada (FM), é a menos adequada, do ponto de vista tecnológico, por ser de transmissão directa e que, em caso de altos declínios, a qualidade diminui, por ter sido concebida para os centros urbanos.

 

O secretário de Estado disse que, apesar da instalação de um conjunto de repetidores, ainda se considera insuficiente, não obstante o facto de cada um deles constituir uma unidade operacional e logística complicada, começando pela necessidade de um gerador, combustível, manutenção e segurança da infra-estrutura, uma situação que tem comprometido as acções para o alargamento e expansão do sinal em todo território nacional.

 

Quanto à televisão, Celso Malavoloneke adiantou que, apesar de haver uma cobertura a 100 por cento do satélite, por via dos operadores privados, o maior problema consiste na situação financeira dos cidadãos, pois que nem todos têm possibilidades para aquisição dos meios necessários para ter acesso aos conteúdos televisivos.

 

Assegurou que para contrapor a situação, o Ministério da Comunicação Social tem vindo a propor aos administradores municipais maior participação nos custos operacionais, alinhados à política actual da desconcentração e descentralização administrativa, para garantir a cobertura do sinal da rádio e da televisão nas suas áreas de jurisdição.

 

O responsável disse existir, neste âmbito, duas soluções tecnológicas adequadas, uma a médio prazo, relacionada ao sinal de rádio, um sistema híbrido de transmissão por FM, mas, também, por ondas médias que é um sinal mais ondulante e mais adequado para a cobertura nas zonas rurais, principalmente onde existe dispersão da população.

 

O mesmo, segundo o responsável, sucede com a televisão, com base num acordo, entre os Ministérios da Comunicação Social e das Tecnologias e Telecomunicações de Informação, com as operadoras privadas, para facilitar o acesso aos canais 1 e 2 da Televisão Pública de Angola, através das plataformas digitais utilizadas.

 

Esse acordo vigora além do sistema de televisão directa para casa, que consiste na compra de um kit, na ordem de 40 dólares norte-americanos, que pode ser instalado em qualquer localidade do país que por via do satélite da TPA.

 

Realçou que tratar-se de uma tecnologia muito barata, acessível e disponível no mercado angolano, que à curto prazo vai resolver drasticamente o acesso à cobertura do sinal da rádio e da televisão no país, cuja proposta está disponível nas administrações municipais.

 



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