Luanda - Os cinco candidatos a Presidência da UNITA estiveram nesta quarta-feira, 30 de Outubro de 2019 no “Debate Livre” da TV ZIMBO, em que expuseram o seu programa de liderança do Partido, onde expuseram várias ideias em prol a nova liderança e dinamização da força política.

Fonte: KUP

Alcides Sakala que se considerou congregador por excelência afirmou que, “A sua liderança daria enfase da procura incessante de soluções que pudessem dar uma atenção muito especial a esta juventude que hoje vive dificuldades enormes”, e apresentou a prioridades da sua liderança.


“Que soluções que nós temos aqui, primeiro; a partida do próprio Presidente da República, o que significa que no governo da UNITA, a minha liderança, naturalmente teria uma perspectiva mais imediata para a resoluções dessas grandes questões que afectam sobretudo a Juventude hoje. Nós temos um princípio que é muito importante que diz que, na busca de soluções económicas, priorizar o Campo. O que significa dar uma atenção especial a produção nacional, na perspectiva da diversificação da economia, a partir do próprio interior do país, promovendo a agricultura, por exemplo, que é um sector estratégico”.


Abílio Kamalata Numa Desdramatizou a postura de radicalismo que lhe tem sido atribuída de círculo social, que referiu ser externo ao Partido e que tem influenciado ao nível interno do Partido, e realçou o seu perfil como pessoa, ser “Daqueles que sempre defendeu que a UNITA ficasse nas instituições do Estado para continuar a fazer a sua luta, dentro dessas instituições”.


A resolução definitiva dos problemas dos reformados e desmobilizados constitui também responsabilidade da Candidatura de Kamalata Numa.


“E, aqui eu me posiciono de forma muito mais abrangente. E, eu acho que a minha candidatura está na responsabilidade, tem responsabilidade por ter participado nos vários momentos; não só nas FALA como Comissário Político e Comandante em diversas frentes, como também na fundação das Forças Armadas Angolanas. Nós temos estado a conversar ao nível da ARFAA, que é a Associação dos Reformados das Forças Armadas Angolanas, com Generais idos dos Luena, e outros idos da Ex-FAPLA para encontrarmos definitivamente resolução no problema dos desmobilizados”.


Adalberto Costa Júnior defendeu que, “A pressão para a mudança vem também do posicionamento e da força que tivermos ou não de atrair a sociedade; de criar empatia com a sociedade, no sentido de nos tornáramos um movimento para a mudança”.


“Eu, por exemplo, claramente ao apresentar um projecto de liderança da UNITA, eu tenho um grande objectivo de conquistar o poder político, não tenham nenhuma dúvida disso. E, eu sinto que há um movimento que acompanha estes tipos de propostas; eu sinto que, ganhando o Partido, o Partido vai crescer, e eu sinto que o crescimento do Partido vai também atrair muito acompanhamento por parte da sociedade”, disse o candidato a liderança da UNITA.


Raúl Danda que manifestou a vontade de ser Presidente da UNITA no congresso a vista em Novembro, e consequentemente Presidente da República em 2022, falou de alguns dos seus objectivos como Presidente do Partido.


“Eu pretendo, quando olho para a UNITA, pretendo fazer algumas coisas, algumas delas revolucionárias. Devo-lhe dizer, por exemplo, o seguinte: eu estou a olhar, por exemplo, e há bocadinho estava a falar disso: estou a olhar, por exemplo, para as mulheres, e dizer assim, nós temos que ter; eu Presidente do Partido quero ter uma UNITA que tenha pelo menos 45% de mulheres nos órgãos de decisão, nos órgãos de direcção”.


O também Vice-Presidente da UNITA que defendeu igualmente uma formação da juventude do Partido, numa perspectiva consistente e sólida para esta franja possa no futuro dirigir o Partido, defendeu que “A UNITA pode utilizar recursos para poder formar quadros, no sentido de dizer assim: jovens; homens ou mulheres vão para escala, vão para a universidade; vão para o ensino médio, ou vão para o ensino profissional; que é de uma importância capital para o desenvolvimento do país”.


José Pedro Kachiungo, que falou um pouco da sua trajectória política, revelou ser o elemento com mais tempo na direcção do Partido, que entrou para o Comité Central da UNITA com os 16, tendo assistido do IV Congresso, todos os outros subsequentes, com excepção do VIII Congresso.


José Kachiungo disse também ser um membro que participou de todos os acordos de Paz, todos que Angola assinou, tirando os de Alvor que, trouxeram a Independência, e os do Luena que nos trouxeram a Paz depois da morte do doutor Savimbi, realçando serem estes os seus pontos fortes que o permitirão “Trazer para a UNITA algumas mensagens e algumas práticas que eu vi, e aprendi com o doutor Savimbi. E, a primeira é: cuidar do homem quadro da UNITA e da imagem do Partido.


“A minha liderança vai fazer com que o trabalho dos nossos Secretários nas Comunas, nos Municípios, nos Bairros tenham um novo apoio que vem da direcção do Partido; a própria capacidade da UNITA de instalar e se instalar vai ter um outro rigor, começando por termos capacidade de termos as nossas próprias propriedades, e uma imagem que passamos para fora de um Partido sério que vai fazer coisas sérias”, defendeu Pedro Kachiungo.



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