Luanda - São "milhares" as razões da candidatura de Adalberto Costa Júnior estar a ser encarada com amores e ódios. Pelo "talento" que tem, tal como adjectivou Martires Correia Víctor, o antigo secretario geral adjunto da UNITA, conhecida elite do Kuanza Norte.

Fonte: Club-k.net


Adalberto Costa Júnior parece encarnar a voz daqueles que frustrados pela liderança de uma oposição menos conseguida, contando com os apoios de históricos, figuras da UNITA, militares ontem, hoje aquilatados de conhecimentos de experiencias e conhecimentos científicos, muitos deles em renomadas academias. É o caso do Dr. Isidro Peregrino, "Wambu", um gen. na reserva. Urbano Chassanha "Tó", o advogado Horácio Junjuvili, o "professor" Chipindo Bonga, entre centenas doutros.


Ao ter arrastado para o seu lado boa parte da massa crítica do partido, a campanha do "Betinho", como apelidado no debate da Zimbo, tornou-se forte demais, se compararmos com as restantes quatro. A campanha de Adalberto Costa Júnior apresentou-se ao público no dia 12 de Outubro. Foi a primeira, com um desdobrável em papel "couché" brilhante, onde resume as linhas de estratégia para o partido, para o país que são os compromissos do candidato. Mais ninguém o tinha feito.


Só a título de exemplo, na "Estratégia para o partido", "Erguer e revitalizar o Centro de Estudos Comandante Kapessi Kafundanga-CECKK ... é um desses compromissos vertidos no papel; outro, "Deslocar o centro de actividade política para o Secretariado Geral do Partido", etc.


Esta diferenciada estrutura organizativa que associada as ferramentas do marketing, fazem do Adalberto o "vilão " dalguns na UNITA e outros de fora (não excluir o partido no poder) incapazes de ombrear na compita, fazem dele um alvo a abater.


Parafraseando Ana Maria Simoes no artigo que assina no Vanguarda, Adalberto Costa Junior é na verdade o candidato menos querido.

 

Também designada de candidatura da desminagem, o primeiro grande desafio desta candidatura foi demover Isaías Samakuva do quinto mandato(1). A subscrição do famoso manifesto terá sido o "golpe" do travão. Entre os subscritores, figuram familiares directos de I. Samakuva de quem este não esperava tal acto.

O segundo desafio: a RAÇA


A UNITA de princípios de luta inspirados na defesa da negritude, sentimento pana-africanista dos lideres dos anos 60, removeu estes obstáculos no VII Congresso que realizou por altura de 1991, mudando inclusivamente a letra do hino do partido. Por exemplo, em lugar de "poder para a maioria negra" ... passou a cantar-se, "independência nacional com Angolanidade".


No essencial, o VII Congresso foi de preparação para a nova etapa de luta(2).


Mas este sentimento da negritude, continua ingurgitado no pensamento de muitos e volta e meia, é solto por alguns dos candidatos.


O terceiro desafio da candidatura de Adalberto Costa Junior foi a natureza jurídica da dupla nacionalidade(3).


É por esta razão que o candidato com a capa numero 3, é o mais querido e mais e ao mesmo tempo, mais odiado e põe nervosos muita gente!

Se funcionar a máxima em umbundo, "Una vanhãle, eye muele unõli"... Adalberto Costa Junior tem boas chances para vencer!

 



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