Luanda - Antes de discorrer o meu pensamento sobre Comunicação, Jornalismo e Falácia, quero dizer aos meus caros José Ribeiro e João Melo, duas figuras "diligentes" do nosso jornalismo, que deviam sentar-se, em casa ou num sumptuoso café, em Luanda ou em Lisboa, e conversarem. Mas, atenção, devem conversar mesmo, para matar as mágoas e acertar os pontos, pôr as coisas em dia. Só mais uma coisa. Tanto José Ribeiro, como João Melo devem aceitar que não são únicos, que títulos e lugares não são necessariamente razão, uma palavra muito cara, cujos, em conjunto ou em separado, já demonstraram claramente têm dificuldades sublinhadas em lidar com a mesma.

Fonte: Club-k.net

José Ribeiro, no seu longo artigo sobre jornalismo e comunicação, trabalhando com a nossa realidade, tenta pintar um quadro ruim, usando de toda a sua capacidade criativa para mostrar como tudo está mal, que é o único com ideias, com imaginação para definir estratégias e concretizar as políticas consagradas para o sector da comunicação social.

 

No cumprimento da minha nobre missão, acompanhei os nossos medias de perto (todos), o que me permite discordar de Ribeiro. Por conseguinte, ao ler este, e outros artigos, que o autor tanto propala, encontrei incongruências e contradições. Ó Ribeiro! Vamos lá!

 

SOBRE O MINISTRO JOÃO MELO
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José Ribeiro, no seu longo artigo, que discorreu sobre o "estado da arte" na comunicação, tendo como alvo os medias e o Executivo, dedica uma parte ao seu velho amigo e compadre. Na passagem, que achei superficial no conteúdo e curta no espaço, diz que João Melo é o maior, é o único que sabe e conhece das coisas, no país não há outro senão João Melo para desenvolver o jornalismo e a comunicação. Muito bem. Quanto aos títulos, todos reconhecemos, e quanto ao profissional? Mas diz também que João Melo criou todas as condições que levaram à sua exoneração, ao atropelar todas as normas de gestão e destruir as políticas concebidas para o sector, optando por uma estratégia egoísta e absolutista. Ribeiro tu é que disseste, portanto lê bem o que escreveste sobre o teu ministro. Que não venhas depois a choramingar e com ataques rasteiros e vergonhosos para cima de mim e contra o Estado.

 

Escreveste, também, que João Melo não tem palavra, é um mentiroso, pois, quando foi da sua exoneração do cargo de PCA das Edições Novembro- EP, e, por inerência, director do Jornal de Angola, garantiu-te que voltarias às funções de adido (aos vinhos), como escreveste, quanto mais velho melhor. Esta é a parte que, sinceramente, me provocou gargalhadas. Então tu dizes que João Melo era, ou é tudo, que agora é que serão elas, sem João, tudo está perdido, e depois demostras por A mais B que afinal o homem estava ali no cargo simplesmente a complicar. A fazer a vida cara a grandes jornalistas, a dar uma de super-homem, que era ministro, pauteiro, editor, enfim, que fazia de tudo, menos o seu trabalho de ministro.

 

E quando o Presidente o tira, já cometeu um erro. José Ribeiro, tu, não sabes, mas justificaste, de forma bem clara, as razões da exoneração do ministro João Melo. Eu, e mais alguns, acreditávamos que a entrega de dados falsos ao Presidente estava na base da sua exoneração, mas depois de ler o que escreveste, afinal não. Deste uma grande ajuda a todos nós, o ministro foi exonerado por incompetência. O teu texto é muito claro.

 

Outra coisa interessante, também nos fazes ver, é que afinal os títulos são, às vezes, enganadores. Dito de outra maneira, muitos se aproveitam deles para chegar a lugares estratégicos, e depois fazerem das suas, qual Deuses, sob o escudo de grandes escritores, jornalistas renomados, no fim não passam de mestres da ilusão. Ribeiro, conseguiste mostrar o lado de João Melo que não conhecíamos. Quer dizer, o grande público. Porque nós... Entendes? Sim!

 

Então que fique claro, e o assunto seja encerrado, José Ribeiro desmistificou a exoneração de João Melo, que só teve a ver com uma incompetência por disfunção, e não por defender marimbondos. É caso para dizer, cuidado com os títulos, podem provocar cegueira e cagaceiras.

 

SOBRE A COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL NO EXECUTIVO
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No teu artigo, tu, Ribeiro, também te ocupas da comunicação institucional no executivo, afirmando que nada foi feito e que, mais uma vez, partiram à busca de assessoria estrangeira. Curiosamente a resposta está no próprio artigo, e não precisamos, juntos, de fazer algum esforço para justificar tal opção.

 

Esta pasta é da responsabilidade do Ministério da Comunicação Social (MCS), sendo de sua iniciativa a execução das políticas no sector governamental. O ministro, a seu tempo, era o seu amigo e compadre, João Melo, a quem descreves ora como sábio ora como equivocado. Num dado momento, afirmas que a sua teimosia e arrogância impediram-no de ser bem sucedido. Então? Se o ministro deixou de fazer o seu trabalho, a culpa é de quem?

 

Em referência, tu afirmas que no país não há mais alguém capaz como João Melo para desenvolver o sector da comunicação. Aí está. Até a ti próprio passas um certificado de incompetência. Se no país não há quadros, como está concebido nessa tua cabeça moribunda, temos que ir buscar lá fora. Eu, e outros podemos ter motivo para questionar, mas tu e todos os únicos não. Vocês sempre fizeram a vossa gestão com base numa estratégia de descrédito total dos quadros.

 

Portanto tu não tens moral para atacar o poder por recorrer a quadros estrangeiros, por que ajudasse a retirar a confiança nos angolanos e nas nossas instituições. Tens culpa nisso, e se for o caso, podes ser responsabilizado.

 

SOBRE OS SERVIÇOS DE INTELIGÊNCIA
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Neste capítulo, José Ribeiro, demonstraste toda sua fraqueza. Acusaste o ministro João Melo de se rodear de bófias, para desenvolver a sua estratégia de perseguição de grandes jornalistas e destruição das políticas de concebidas para o sector da Comunicação Social. Enfim, se o ministro Melo fez isso, não sei, cabe a ele responder. Agora que não entendes na de políticas de gestão nem estratégia, isso decerto não percebes.

 

Foi bom tocares nesse ponto, quando, num relatório, sublinhamos que eras o homem certo para dirigir o Jornal de Angola, não fomos ouvidos. E nós avançamos, na altura, que não percebias de política pura, que sérias um desastre. E foste um desastre, como se veio a confirmar. Aliás no teu artigo afirmas que o problema do jornalismo no país passa por dar pão aos profissionais, e tudo se resolve, porque os jornalistas são miseráveis e famintos. Lê bem o que escreveste. Só não sei se tens a capacidade de ler como nós. Que pena!

 

Gabas de ser gestor de medias, sociólogo e jornalista. Tenha vergonha. A tua gestão demonstrou o contrário e as contradições nos teus escritos na nuvem são disso aprova. Então sociólogo ignora o carácter na avaliação de um profissional? Volte a ler o que escreveste sobre João Melo. Até ele está a dizer que não sabes o que dizes nem para aonde vai.

José Ribeiro volte a estudar a palavra soberania, para perceberes o Estado na sua existência e demais dimensões, e deixe de falar a toa da bófia.

 

SOBRE OS TEUS ESCRITOS
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Ainda não encontrei uma só ideia sobre estratégias de comunicação e jornalismo. Zero. É só mesmo sentar, escrever e insultar.

Mas uma coisa deu para perceber. Estás mesmo frustrado. Lê bem o que escreveste. O ministro caído, que ponha a pau, do jeito que lhe pintas.

 

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