Benguela - A gestão do Polo industria da Catumbela, está debaixo de um ambiente tenso entre trabalhadores , membros do conselho de administração e seu PCA. Em causa estão várias acusações sobre um alegada gestão danosas que está afetar o perfil das politicas que sustentam os polos industriais criados em vários pontos do país.

Fonte: Club-k.net

De acordo com fontes da empresa á que o Club-K teve acesso, “Está instalado no Pólo Industrial da Catumbela (PDIC) uma verdadeira Carnificina, onde o próprio Presidente do Conselho de Administração Hermenegildo Almeida de Oliveira Livramento, antigo gerente de discoteca em Luanda, proposto para PCA do PDIC pelo seu antigo amigo Eng. Luiz Ribeiro e nomeado pela actual Ministra Bernarda Martins, a quem Livramento diz gozar de muita influência por favores que no passado fez a referida Ministra, é o principal protagonista”.

 

Segundos as nossas fontes, para facilitar os seus negócios e satisfazer os seus apetites financeiros o PCA do PDIC está a retirar títulos de exploração a diversas empresas instaladas no pólo industrial, algumas porque devido ao contexto económico difícil não conseguiram até agora terminar os seus projectos e outras porque não arrancaram ainda, são exemplos O Grupo Sebastião Teixeira, Tecnimil, Marmav, Ebrite & Kuena Guenge, E.J Angola , CGAT entre muitas outras. Depois de perderem os seus terrenos, perseguiram as mesmas fontes, O PCA Hermenegildo Livramento está a todo custo a vender a outros interessados já num outro circuito para tirar os seus dividendos financeiros “Tenho que aproveitar em quanto estou aqui” são as palavras que regularmente profere em alguns círculos restritos.

 

Atualmente o ambiente Interno dentro do PDIC é caracterizado por faltas de respeito e total violação aos princípios legais e administrativos. Como exemplo, as mesmas fontes afirmaram que recentemente para facilitar as suas manobras financeiras de roubo, afastou do cargo de Administradora para área Administrativa Dra. Joana Lorena um quadro fundador com mais de 20 anos de casa, conhecedora de vários dossiês e que hoje está relegada a um gabinete sem função e sem trabalho mas parece uma “prisioneira do Rei”.

 

Perante este quadro, os trabalhadores do PDIC apelam a intervenção da Inspeção Geral do Estado para uma visita e uma auditoria profunda as contas do PDIC. “o Sr. Livramento esqueceu-se que já não é gerente de discoteca mas continua com o mesmo modelo de gestão, anda de dia e noite com os cartões multicaixas da empresa nos seus bolsos, todas as suas contas em bares incluindo enormes quantidades de bebidas alcoólicas são pagas pelo PDIC, todos os finais de semana vai a Luanda com bilhetes de viagens pagos pelo PDIC incluindo as passagens da sua esposa e filhos. Senhores da Inspecção Geral do Estado façam uma auditoria as constas para constatar esta realidade” relataram os trabalhadores descontentes.

 

São inúmeras as alegadas más práticas de gestão do PDIC “O Sr. Livramento trata todos os funcionários como se de seus empregados domésticos se tratasse, pratica constantemente assedio sexual nas funcionarias com fortes indícios de envolvimento com uma delas que é a privilegiada, não existe no PDIC cumprimento de horários de saída, os funcionários ficam as vezes até as 21h, recentemente o esposo de uma das funcionarias foi travado pelos seguranças do PDIC quando o seu objetivo era saber o que a sua esposa fica a fazer até as 21h trancada na empresa com o Sr Livramento. No mês de julho procedeu a um reajuste salarial na ordem dos 15% aos trabalhadores em que nem todos foram beneficiados e desde então exige que seja idolatrado pelos trabalhadores já que segundo o mesmo é a única empresa que aumenta o salário em tempo de crise. Ele trata os trabalhadores de forma desumana, despede quando quer e bem lhe apetece. Chega a dizer que tem autonomia administrativa, financeira e comercial “nem o Governador Rui Falcão manda eu dependo da Ministra Bernarda Martins” que está doente em Espanha, “podem se queixar onde quiserem eu não me submeto a ninguém”, remataram os trabalhadores visivelmente inconformados com a atual gestão da instituição.

 

Contactada a secretaria d PCA do PDIC, esta afirmou não estar autorizada para fornecer o seu contacto telefónico e que só estaria disponível através da marcação de uma audiência.

 



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