Washington - Uma diplomata angolana, Joana Franco Feliciano Manuel que há mais de 40 anos trabalha no exterior do país, está a ser citada, em meios do MIREX, como tendo, nos últimos anos, mostrado indisponibilidade de regressar a Angola quando está em fim de missão recorrendo a influencias para se manter no estrangeiro.

Fonte: Club-k.net

Diplomatas em fim de missão rejeitam regressar ao país

Durante estas quatro décadas fora de Angola, Joana Manuel trabalhou como Adida Administrativa do Gabinete do veterano Embaixador Luís José de Almeida, 88 anos, em países como França, Marrocos, Holanda, e por último na Representação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa.

 

Com o encerramento da Representação da CPLP, na capital portuguesa, e a subsequente reforma de Luís José de Almeida, a funcionária foi privilegiada - para não ser afectada pela politica de redimensionamento do MIREX - tendo sido colocada no Consulado de Angola em Lisboa como responsável dos serviços notariais com a categoria de terceira secretaria. Joana Franco Feliciano Manuel é prima do Cônsul em Lisboa, Narciso Espirito Santos Júnior.

 

A nível do ministério, o caso de Joana Feliciano tem estado a gerar criticas por não ter obedecido a politica de redimensionamento e rotatividade, uma vez que em condições normais deveria regressar a Luanda. Uma equipa de inspeção que esteve a trabalhar há poucos dias no consulado em Lisboa deu conta que Joana Feliciano Manuel, mesmo sem direito foi recentemente favorecida regalias (viatura e motorista a disposição) que não é dada a outros funcionários da sua categoria.

 

Outro funcionário  também cuja missão  terminou ano passado, e que  se recusa a regressar  a Angola, é o Vice-Cônsul em Lisboa,  Manuel Mário da Silva.

 

Em condição semelhante, está também uma outra funcionaria Francisca Kiki que durante 9 anos esteve a trabalhar no Consulado de Angola em Faro. Kiki começou como nas lides diplomática como recrutamento em Lisboa colocada na área de segurança tendo depois sido transferida para o Consulado em Faro como escrituraria. Com o encerramento desta missão consular, e a subsequente rotação de quadros, a funcionaria viu-se privilegiada com uma acomodação na Embaixada em Lisboa, gerando desconfiança de ocorrência de “cunha”. Francisca Kixi é identificada como cunhada de uma “figura importante” do ministério. 

 

De acordo com pesquisas, situação contraria – que resultou em regresso compulsivo - aconteceu com cinco  funcionários (Lourenço André Lourenço Lopes,  e Natália Victória Jamba) que exerciam as funções de Vice-Cônsul, em Lisboa. Outros três afastados   compulsivamente são: A  antiga Vice Cônsul em Lisboa, Constância Vieira, a agente consular Palmira Santos e a funcionaria Filomena Fancony. Assim que terminaram as suas missões, no primeiro semestre do ano, o actual cônsul em Lisboa, Narciso Espirito Santos Júnior comunicou-lhes no dia 12 de Abril que deveriam abandonar os seus respectivos gabinetes invocando ordens superiores do Secretario Geral do MIREX, Agostinho de Carvalho dos Santos Van-Dúnem.

 

De seguida, o Cônsul Geral comprou-lhes bilhetes de passagem para regressarem a Luanda no dia 2 de Agosto. Desde Abril até Julho ou seja três meses, os cinco diplomatas  não receberam mais salário. “Até os 10 porcentos a que tinham direito no fim da comissão de serviço, o Dr Narciso não aceitou dar”, explicou um antigo diplomata, que acompanhou o assunto e que procura saber com quem ficaram os valores (salários) dos três meses que os cinco  diplomatas ficaram sem receber”.

 

De lembrar que depois de terminar a missão, a ex- Vice Cônsul, Natália Victória Jamba viu-se obrigada a regressar a Lisboa por conta própria devido a razões de saúde. Por não ter tido apoio do ministério, o facto em si,  tem gerado “revolta”, uma vez que um outro funcionário reformado, e nas mesmas condições, Belarmino Castro que no passado exerceu funções de vice-cônsul de Angola, no Solwezi, um distrito da Zâmbia recebe mensalmente 1600 euros do Consulado de Angola em Lisboa. Belarmino Castro é apresentado como primo do ministro Manuel Augusto.

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