Luanda - A SOLUÇÃO DUMA ANGOLA MELHOR ESTÁ NUM POÇO PROFUNDO SEM FUNDO. Angola é um país rico e belo. Faz parte do continente Africano..., para todos que estudaram no mínimo até a quarta classe (porque em Angola conhecemos formações duvidosas) conhecem esta frase nos primeiros capítulos do livro de leitura. Quando era criança, pensava que pelo facto de ser angolano devia me beneficiar destas frases na realidade. Frases que os meus pobres professores nos exigiam a decora-las, mesmo sem compreender.

Fonte: Club-k.net


A frase tem um que de verdade desde o ponto de vista minério. Este país teve a sorte de possuir potencialidades: terra fértil para agricultura, cerca de 35 milhões de hectares (Pacheco, Fernando, Economia e mercado, Junho de 2008. p. 19) paisagens que potenciariam a hotelaria e turismo, portos para facilitar a transição das importações e exportações, ferro, ouro, cobre, diamante, petróleo... para uma Angola melhor, gente hospitaleira porém não sei se "alonso”! Naquela altura, embora criança, a professora fez-nos perceber que o factor guerra era uma situação que impossibilitava a boa exploração destas potencialidades, dizia tentando justificar, pobre inocente! Mas o meu pai, que era do governo contava-nos que estavam a se fazer exploração diamantíferas em grande escala nos municípios onde trabalhava por uns poucos que usam a túnica do poder e não para pagar a dívida externa (que abandonarão na sorte das futuras gerações), tão pequeno que começamos a viver o paradoxo da riqueza deste país. Não sei o que a nossa professora nos diria actualmente em tempo de paz ou o que diz aos outros meninos actualmente. Hoje estamos alguns por sorte crescidos e vivos, o que vemos? Angústia da pobreza que se tornou mais forte e injustificável em tempo de paz com a consciência da riqueza que nos deram enquanto meninos, abuso do poder, repressão dos justos, a má distribuição da riqueza, formação confusa... Ou será por isso que estão a procurar debilitar mais a formação em nome da reforma?
 
 
MORTE SECA DO POVO ANGOLANO
 
Esta morte é uma classificação dada pela sociologia, o que nos fará compreender não é o conjunto dos seus conceitos mas os factos que tornam o conceito consistente. A realidade vivida em Angola o tornará mais evidente, uma vez que em nome do desenvolvimento se faz o injustificável. Angola apresenta uma estratégia de desenvolvimento para 2025, onde ao que parece, é apresentado um novo modelo económico, que procura conciliar crescimento com desenvolvimento em que, na opinião do economista Alves da Rocha, «a transformação do crescimento em desenvolvimento económico deve ser suportada em sectores fortemente ligados ao capital humano, capital social e capital científico e tecnológico» (economia e mercado, Janeiro de 2008.p.12)


Hoje mais do que nunca devem ser postas em causa a formação de alguns poucos deste governo tal como faz o actual e brilhante pensador da situação errante deste país Domingos da Cruz na sua obra “Para onde vai Angola?”, Porque simplesmente não se entende a priorização que estes governantes têm em carteira se a formação é posta em risco com um investimento inferior daquilo que se devia fazer; como entender construções de ponte no valor de cerca de 26 milhões de USD injustificável no riacho da Catumbela com pessoas desprotegidas do paludismo? Como entender a luta contra o paludismo sem o combate do lixo, com lagos onde milhares dos supostos futuros desta terra (crianças) transformaram recinto de recreio e sem uma educação de consciencialização do povo? Construção de prédios cujos apartamentos os lutadores e filhos desta nação não conseguem comprar (vendidos nos valores de 200.245.000USD, 3000 000 ou mais) (Da Cruz, Domingos, Para onde vai Angola..., p.171).

 

Como entender a realização do CAN onde se está a gastar rios de dinheiro, pagando comissões formadas pelas pessoas que já são abastadas, sem escolas suficientes e tantas outras em más condições sem falar das bibliotecas cujos livros do comunismo predominam? Ouve-se do enriquecimento da hotelaria e turismo, do emprego provisório que o país vai conhecer com a sua realização, mas o país tem tudo além da realização do CAN para fortalecer a hotelaria, para reduzir o desemprego com empregos estáveis dominando as variáveis macroeconómicas e controlando os trad-off que causam em qualquer círculo económico. Para um desenvolvimento económico segundo Paulo Pinha, “...o país precisa de mais investimentos em áreas como agricultura, a agro-pecuária, a pesca a indústria transformadora, a energia e o turismo.

 

Estes sectores desempenham um papel vital numa economia sustentável, atraindo novos investimentos, criando riqueza, gerando emprego e promovendo a coesão social” (economia e mercado, Janeiro de 2008. p.5). Com tanta morte, zungueiras, instabilidade social, falta de habitação, salários baixos, instabilidade do mercado monetário, como entender as demolições irresponsáveis feitas neste país? Como entender a não prestação de contas dos trabalhos mal executados por muitos "responsáveis" com gente vivendo por cima do lixo?


Como entender a luta contra o bem que se faz neste país? Como entender um governo que diz ser democrático intimidando as pessoas que dão a sua opinião em relação a governação? “A verdadeira democracia não teme a exigência do povo” Embora para HOMI, K.BHABHA, cit. por VITOR ALONSO, diz “ el crítico debe ententar comprender plenamente, hacerse responsable de los pasados no dichos, no representados, que habitan el presente histórico” ( El trauma de la violencia colonial en África). Com isso queremos concordar com João de Melo na sua forma sábia de ver o país ao dizer que a cultura autoritária é ainda muito forte em Angola por razões históricas e objectivas. Dizendo que provém de três raízes: a cultura autocrática, “tradicional”, o colonial-fascismo e modelo marxista-leninista adoptado nos primeiros 16 anos de independência. (África 21, Julho de 2009, série nº31) isso nos dá uma certa razão na aceitação do processo democrático mas não na admissão do estado careta de Angola ao fazer várias dicas injustificáveis e ao priorizar casos como a construção de campos de futebol com valores exorbitantes que contraditoriamente vê-se pessoas com fome, desprotegidos de todos os males externos, podemos concluir que com todo lixo exposto, Angola é um país sujo que podíamos comparar com um porco, é extremamente contraditório pôr uma argola de ouro a um porco que desvalorizara-o com a lama. Angola tem muito lixo e lama para porem as argolas de campos futebolísticos.    


  O tipo de morte do povo em Angola em tempo de paz, diante das políticas de desenvolvimento feitas por este país, a falta de clarividências dos objectivos deste governo que basta vermos nos rostos desorientado desta juventude, as mentes confusas dos adolescentes, o futuro incerto das crianças, choro do povo, dor, demolições, deterioração da afirmação...ou será que é uma espécie de desgovernação para a história!


  Diante do quadro socio-económico dramático que o nosso país oferece, dos programas errados e exploração bidimensional ( petróleo e diamante) tal como descrito na economia e mercado ao dizer que a situação actual é manifestamente pior, porque 98% da exploração total é constituída por essas duas áreas dito através de Álves da Rocha (economia e mercado, Janeiro de 2008. p 10) e sem rescaldo no povo mostra claramente o abandono do povo angolano, mas as soluções estão implícitas nos problemas, e nós sugerimos:
 

-         A necessidade da priorização dos problemas

-         Diversificação dos sectores de arrecadação dos fundos além da bi-exploração actual.

-         Samuelson, um economista de referência mundial na sua obra de economia, fala dentre os factores chaves para o rápido crescimento económico, a predominância dos mercados livres, elevadas taxas de poupança e investimento, reduzidas barreiras ao comércio, governos honestos e fortes direitos de propriedade. 

-         Formação adequada dos cidadãos

-         Consciência de cidadania

-         Boa governação e ausência de corrupção

-         Leis justas em paralelo a justiça em pleno funcionamento

-         Consciência de governação e de compromisso

-         Quando imitarem algo do ocidente já que deles possivelmente é impossível de nos escaparmos, saber imitar pondo em conta a ontologia Bantu. “Diz um provérbio Chinês: Se não sabes inventar saiba ao menos imitar.”


Acordemos, porque a governação que devia clarear está a escurecer.


É hora do povo angolano dar um basta nesta situação (exigindo os seus direitos, transparência e repartição justa das nossas riquezas que estão a ser expropriadas) sem esperar a comunidade internacional como foi o caso vergonhoso de muitos, inclusive a oposição pensar que a mulher americana (Clinton) era a solução deste país rebentado pelos remendos. 



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