Luanda - O embaixador de Angola em Portugal, Carlos Alberto Fonseca, inaugurou, ontem, na cidade de Coimbra, o ciclo de palestras denominado “Conversas na Casa da Lusofonia”, uma organização da Universidade local na qual participaram estudantes e corpo docente daquele secular estabelecimento de ensino.

Fonte: JA

Convidado a falar sobre os problemas e desafios de Angola, Carlos Alberto Fonseca começou por sublinhar o papel que o país tem tido a nível regional e continental, no que toca à mediação e resolução de conflitos, como modo de promover o desenvolvimento e garantir a própria segurança e crescimento interno.


O embaixador relevou a importância da diplomacia económica para o objectivo de Angola conseguir os meios financeiros necessários para o desenvolvimento, recordando que num espaço de 40 anos o país teve que transformar todo o sistema político, social e económico, enquanto outros países precisaram de mais de 100 anos para o fazer.

 

Carlos Alberto Fonseca considerou que a implementação do poder autárquico constitui um “marco histórico” e o culminar de um longo processo de preparação, sublinhando o facto do Orçamento Geral do Estado para 2020 ter as respectivas verbas cabimentadas e de ter sido aprovada uma série de leis que lhe garantem o devido en-quadramento legal.

 

Em relação à actual crise económica do país, Carlos Alberto Fonseca recordou a necessidade que Angola teve de se financiar a si própria para o processo de reconstrução das infra-estruturas destruídas pela guerra e a baixa abrupta do preço do petróleo nos mercados internacionais.


O embaixador sublinhou a importância do plano de diversificação económica que coloca a agricultura e a indústria como dois sectores prioritários. Carlos Alberto Fonseca informou os estudantes angolanos que assistiram ao evento sobre as medidas actualmente em curso para ultrapassar constrangimentos que resultam da actual situação económica do país.


Carlos Alberto Fonseca incentivou ainda os estudantes angolanos a finalizarem os seus cursos de modo que possam, também eles, ajudar Angola a vencer os problemas e os desafios que tem pela frente.


Na ocasião, o embaixador visitou demoradamente as instalações da Universidade de Coimbra, onde se formaram alguns dos quadros angolanos que participaram no processo de afirmação da independência nacional.



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