Lisboa - Dois directores do Ministério das Relações Exteriores de Angola (MIREX) estão a ser constantemente contestados pelos funcionários.  E ao mesmo tempo referenciados como responsáveis pelo clima de instabilidade que se regista na instituição prejudicando a imagem do titular da pasta Manuel Augusto. Tratam-se de altos funcionários do MIREX segundo dados enviados para o Club-k.

 

Fonte: Club-k.net


Devido a ausência do ministro Manuel Augusto por conta das constantes missões externas que cumpre, o MIREX é praticamente dirigido por dois jovens directores que gozam de boa confiança do ministro, lê-se na nota que chegou a este portal que acrescenta por outro lado na página dois do referido documento que o "Ministro tem estes funcionários como pontas-de-lança.


Nos últimos meses, veteranos do ministério tem feito reclamações da conduta de ambos pelo que se tem constituído num dos principais focos de divisões e tensões internas neste órgão do governo. As reclamações e excessos praticados pelos dois directores são resumidos pelas seguintes constatações a saber:


Dois veteranos embaixadores Dombele Mbala Bernardo e Maria de Jesus dos Reis Ferreira apresentaram queixa contra um dos directores por os ter faltado com respeito. O reformado embaixador Luís José de Almeida que se encontra em Lisboa desde que terminou a sua missão de representante da CPLP tem também se queixado também do desprezo a que o director (...) o remeteu, condicionando ao regressar a Luanda.


Desde a exoneração, há um ano, de Ana Paula Sebastião do Nascimento do cargo de directora de recursos humanos, que o MIREX ficou sem um responsável por esta área. Um dos directores tem acumulado a pasta de Secretario Geral com a de director interino de recursos humanos fazendo com que fique a frente dos processos de admissão e saída de quadros. Por outro lado um dos directores é acusado de usar esta sua condição de director interino dos RH, para influenciar a nomeação de familiars.


Os jovens directores são citados como tendo recentemente se “vingando” de um antigo professor seu, Eduardo Sangueve com a abertura de um processo disciplinar, e responsável pela sua exoneração do cargo de Ministro conselheiro da embaixada de Angola em Marrocos. O diplomata foi despromovido para a categoria de 1o Secretario.


No documento em posse do Club-k adianta ainda que ascenderam a categoria de embaixadores de carreira mesmo sem passar por um concurso público. Em condições normais ambos não poderiam ser objecto desta promoção por não serem quadros do MIREX. Agostinho Van-Dúnem é quadro da assessoria da Presidência da República e foi levado depois de Setembro de 2017 quando Manuel Augusto foi nomeado ministro.


Ambos directores são também mencionados em vários denuncias como tendo se aproveitado a vulnerabilidade do consulado de Angola em Portugal cujas as contas não são controladas pelo ministério das finanças de Angola. Sempre que vão a Lisboa provocam despesas do Estado para os seus encargos pessoais por via do recebimento de 20 mil euros por deslocação quando ai estão.


Recentemente uma inspecção dirigida por Mateus Barros José foi a Lisboa e não procurou fiscalizar as contas do consulado pelo que se prevê o envio de uma equipa da Inspector Geral da Administração do Estado para melhor rigor financeiro.


Os dois directores são ainda acusados de criarem recentemente um outro embaraço ao tentar promover a filha do antigo cônsul de Angola em Nova Ioque, Adão Pinto. A jovem não é quadro do MIREX e o seu nome estava a ser imposto a Judith Lourenço Catrario que anteriormente tinha despacho para viajar a Nova Iorque como cônsul Geral.



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