Luanda - Savimbi teve o apoio incondicional da Africa do Sul e maior potencia Africana e fez a guerra por procuração dos EUA ou Ocidente para desalojar o o MPLA ate 1991, concorreu em 1992, foi derrotado nas urnas enveredou para a guerra ate 2002, foi seu fim e descredito que se seguiu. Samakuva recebeu a herança de um uma força ora rebelde ora parlamentar e integrada no GURN até 2008, cantaram de Vitória e foi derrotado até 2017, nunca reconheceu, mas tomou sempre os lugares no Parlamento e contestou democraticamente nos tribunais.

Fonte: João Pinto

Chivukuvuku, é Príncipe do Bailundo, era delfim de Savimbi com baste eloquência, imagem, resiliência e conhecer profundo da identidade nacional e do sistema de segurança, concorreu em 2012 e 2017, não venceu.



O MPLA, é um Amplo Movimento que em cada fase da História surpreende...


O resultado eleitoral de um Partido de base rural com menos de 60% mostra que ACJ, teve uma vitoria de 53% mesmo à tangente, não representa sequer 10% do grosso dos militantes. ACJ, não fala fluentemente Umbundu ou uma Língua Nacional tradicional angolana, nunca deu prova de ter raízes endógenas sólidas e não pertence às famílias tradicionais da UNITA ou das regiões de Angola, parece representar o lusotropicalismo que Salazar tentou usar com Casa Grande e Senzala do Sociólogo Freire, resultado dos cruzamentos euro-africano, tendo assim uma natureza flexível ou hibrida quanto à definição cultural. Levanta o constrangimento do paradoxo ideológico que Savimbi sempre usou para atacar as elites híbridas ou místicas e aberta à realidade angolana no MPLA.

 

A juventude não é ingênua, ela só vive o vê por não ter outra esperança. Mas ela aprende com a História. ACJ, foi o propagandista de Savimbi na Europa, fazia os contextos que perpectuoua guerra 1992-2002, não é diferente de Numa, Chilingutila ou Chivukuvuku, com agravante de representar uma minoria.



Ganhar eleições na UNITA depois de Samakuva, basta ser financiado ou apoiado por grupos insatisfeito com a conjuntura de combate à corrupção para facilitar o jogo e numa altura de pressão sobre JL por medidas impopulares, mas vindas do FMI para corrigir distorções macroeconômicas estruturais, é normal causar um certo debate ou polêmica por ele destronar Sakala, Numa ou Kachiungo, intelectuais sólidos na sua formação militar e intelectual, mas sem rabo de palha em matéria acadêmica ou cultural como ACJ.



No entanto, este é mais ágil e eloquente tendo uma retórica a roçar a demagogo e pode manipular cem por milhões e mesmo mentindo o seu narcisismo, empatia e flexibilidade verbal disfarçam suas debilidade estruturais ou intelectual. A democracia faz-se com popularidade e imagem que se vende e não apenas lisura. É exemplo disto os líderes populistas como Mussuline ou Hitler conseguiram prometer um novo mundo de homens de estrutura superior e puros na raça quando eles eram o contra censo do que defendiam...

 

O MPLA, estará sempre preparados para os desafios, devemos apenas nos adaptar na comunicação e estratégia. Se Savimbi, Samakuva Chivukuvuku, nunca intimidaram o MPLA, não será alguém com telhados de vidros.

 

Importa lembrar que a ruptura causada pode dar origem à migrações políticas, dissidências dos conservadores defensores da autenticite Africana e Bantu que seja maioritário como programa de Mwangai. Ademais quem só renunciou a nacionalidade portuguesa na véspera do Congresso da UNITA, fragiliza o patriotismo deste cidadão que até agora discursava acusando outros de estrangeirismo ou de possuírem outras nacionalidades ou trazerem assessores estrangeiros na Sonangol e noutras instituições, sabemos que regressou aquando da morte de Savimbi em 2002 até então, daí para actualidade se passaram 17 anos de paz e estabilidade para só agora renunciar da outra nacional em violação flagrante da Constituição e da Lei que exigem a direcção máxima dos Partidos Políticos serem dirigidas por apenas cidadãos nacionais. Será que em Portugal seria possível um angolano que renunciou à nacionalidade angolana à menos de 5 anos podia ser bem visto para ser candidato à Presidente ou a norma da Lei dos partidos políticos só se aplica aos cabeça de lista dos Partidos ou coligações? Como fica a independência Nacional, o risco de favorecimento dos europeus em especial os saudosista da Angola colonial?...

 

Pessoalmente acho que se alguém tem dupla nacionalidade é compreensível na vida privada ou negócios, não é admissível no exercício de funções cimeiras, é uma questão de segurança nacional e prudência. Quem se aliou aos racistas do Apartheid, não repetirá o neocolonialismo para o discurso lusotropical e complexado e neocolonial? Em casa ético os meus familiares a serem coerentes, acho que a geração dos nacionalistas entende -se, mas hoje, no mundo globalizado as fronteiras vão sendo escassas, mas o Reino Unido ve-se no embaraço da sua identidade atlântica e europeia. Ninguém banha em dois rios ao mesmo tempo, corre o risco de ser levado ou afogar-se...

 

MPLA, tem História e experiência que mostra ser ímpar no Continente, iniciou uma reforma de transparência e Boa governação, a par da reforma autárquica e econômica como consequência de haver necessidade de corrigirem-se vícios que minaram a confiança.



JL, deve manter o foco de manter a dinâmica reformista moralizador para restabelecer a confiança. Quando isto começar a dar resultados em 2021, ACJ, não terá novidades, será mero aventureiro e o prognóstico que fazem os precipitados será o contrário, mas para tal é preciso coesão e prudência ou contenção...

*Deputado do Grupo Parlamentar do MPLA

 



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