Luanda - CONTESTAÇÃO DA DECISÃO DO PRIMEIRO SECRETÁRIO DO COMITÉ PROVINCIAL DO MPLA DO CUANDO CUBANGO JÚLIO BESSA, FACE AOS SUPOSTOS ACTOS DE INDISCIPLINA PRATICADOS PELO MILITANTE FRANCISCO DE ALMEIDA CHICOTE.


AO BUREAU POLÍTICO DO MPLA.

Os melhores cumprimentos.


No dia 16 de Maio de 2019 quando estudavamos os documentos a serem submetidos a V Reunião Ordinária do Comité provincial do MPLA, fui impedido de expressar livremente as minhas opiniões ligadas a esclarecimentos sobre as apreensões de alguns membros do Comité Provincial do MPLA em exercício de funções no Governo por alegado envolvimento nos desvios públicos. Como se não basta-se no dia 17 de Maio de 2019 fui impedido outra vez de colocar as minhas inquietações face ao silêncio e as especulações a volta do programa de combate a corrupção, esses actos contínuos violam claramente os estatutos do MPLA que nas suas alíneas h, i, j, o, n nas páginas 34 e 38 prevê que o militante deve ser humilde, honesto, leal, modesto, sincero e fiel ao MPLA e ao povo,


Estimular e exercer a crítica e a autocrítica, como instrumentos de correcção dos erros de trabalho e de educação dos militantes, lutando contra toda tentativa de reprimir a crítica construtiva,

Expor aos organismos superiores o seu desacordo em relação a uma decisão tomada, sem deixar de estar obrigado a cumpri-la estritamente, Criticar, aberta e construtivamente, nas assembleias, conferências e congressos ou reuniões da organização de base, do órgão ou do organismo a que pertença, trabalho de qualquer órgão ou organismo do MPLA, incluindo o Comité Central, ou qualquer militante independentemente da função ou do cargo que este ocupa.


Em carta aberta despertei atenção de que havia para além da extrema pobreza no seio das comunidades, fome e miséria bem como a falta de atenção das estruturas governamentais locais e central para com os camussequeles. Tudo isso, porque a TV Zimbo ja tinha passado uma reportagem sobre a situação da fome que ja tinha vitimado mortalmente uma criança na localidade do Licua. Como consequência o responsável do Maka Angola Rafael Marques se deslocou para o Cuando Cubango tendo o governador Júlio Bessa se desentendido com a matéria publicada naquele jornal a volta da realidade dos koinsas. Surgiu igualmente uma situação que se designou como intolerância política simplesmente motivada por interesses inconfessos do Administrador municipal de Menongue Júlio Vidigar que na tentativa de elevar a sua imagem faz perceber ao primeiro secretário do MPLA Júlio Bessa que ele com o trabalho que a Casa de Segurança do Presidente da República desenvolve na Província acabou com a UNITA no Cuando Cubango, uma ideia totalmente absurda em fim e ainda por cima evoca o nome de Francisco de Almeida Chicote como o mentor dessas confusões o que é calúnia e difamação. Porque quem esta a criar todas essas situações é o Júlio Vidigar que na Casa de Segurança do presidente da República uma oportunidade não so de negócio como a de empregar somente pessoas de sua confiança e até com idade não permitidas. Hoje todas essas incongruências me são responsalizadas.


Excelentíssimos para o bem do partido no Cuando Cubango solicito que o secretariado do Bureau político faça deslocar ao a província indivíduos atentos a esses pormenores para a senhora que acompanha a província parece não perceber que ha no meio de tudo isso o espírito de conspiração, pois que as cartas que escrevi para o presidente do partido e com o conhecimento do grupo de acompanhamento a província praticamente não foram analisadas como deveriam. Com todas essas situações quero dizer que contesto veemente a decisão do Primeiro Secretário do Comité Provincial do MPLA do Cuando Cubango Júlio Bessa em me suspender porque tudo isso não passa de arrogância e excesso de zelo. E como disse esta de forma clara a violar os itens do estatuto do MPLA mencionados anteriormente. Camaradas do Secretariado do Bureau Político do MPLA será que os estatutos do partido estão alterados? Essa moda de que o indivíduo que renúncia a UNITA ingressa ao MPLA e vai directo para os cargos de chefia é uma prática correcta? Aqui no Cuando Cubango ficou uma moda. O general João Baptista Tchindade foi o primeiro seguiram_se outros como o Júlio Vidigar o Eduardo Cassela Liberdade que hoje são Administradores municipais vieram da UNITA.


O que é que esses senhores fizeram para MPLA para merecerem este mérito? LIZ MANGO, CANETA e um outro são Administradores adjuntos de Cuchi, Dirico e Rivungo fizeram o que para o MPLA? Se todos esses vieram da UNITA. Atenção essas intrigas são uma característica de indivíduos vacinados com o espírito savimbista e fiquem a saber são motivos de grandes descontentamentos entre os militantes do MPLA na província e para agravar a situação estão afastar aqueles militantes que verdadeiramente deram inclusive suas próprias vidas em prol desta pátria. Eu não concordo com a trapalhacao dos nossos dirigentes que por causas dos indivíduos que vieram da UNITA e porque usam o dinheiro do povo na casa militar devem fazer e desfazer. Reflitam bem essa situação.

 

Espero o secretariado do Bureau político do MPLA não ignore esses problemas. Júlio Bessa é novo na província e já está induzido em erros. Tenho dito e espero que me recebam porque aqui no Cuando Cubango como disse os militantes que se presam em falar verdades nas reuniões este é o troco ser expulso.


FRANCISCO DE ALMEIDA CHICOTE.

 



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