Luanda – Cerca de 24 horas depois da publicação da notícia intitulada “Minimercado Asiatico Shopping comercializa bens alimentares de qualidade duvidosa ao consumo humano”, pelo Club K, uma equipa de fiscalização do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC) deslocou-se neste domingo, 15 de Dezembro, para confirmar ‘in loco’ as irregularidades denunciadas e não gostou nada do que viu.

Fonte: Club-k.net
Diante das inúmeras irregularidades encontradas no mini mercado “Asiático Shopping”, a equipa de fiscalização do INADEC, liderada por Gabriel Joaquim António, chefe dos Serviços Provincial de Luanda, suspendeu temporariamente as actividades comerciais do referido estabelecimento, localizado na zona Verde 3, no distrito do Benfica, município de Belas, em Luanda.

Dentre as irregularidades registadas, segundo o INADEC, consta a má-arrumação de os produtos (em contacto com o pavimento), prática proibida pelo art. 108° da Lei n.° 5/87, de 23 de Fevereiro. Por outro, há inúmeros produtos expirados e outros com as datas duvidosas, por se encontrar com o rótulo em língua estrangeira (mandarim).

“Verificou-se também, os produtos diversos com rotulagem em língua estrangeira, prática proibida pelo n.° 2 do artigo 20.° da Lei de Defesa do Consumidor, conjugado com a alínea G do n.º 1 do artigo 36.° da Lei n°1/07, de 14 de Maio, que qualifica tal acto como uma infracção grave”, justificou o responsável do INADEC/ Luanda.

A par isso, os fiscais constataram ainda a falta de higiene, verificando-se sujeira em toda a extensão da cozinha, medicamentos de ratos no mesmo local onde preparam alimentos, prática proibida no .º 2 do artigo 6° da Lei de Defesa do Consumidor.

De realçar que foram os moradores do bairro “Zona Verde” que denunciaram junto ao Club K Angola o estabelecimento comercial “Asiático Shopping”, situado na rua-3, do mesmo bairro, município de Belas, província de Luanda, de estar a comercializar produtos de origem chinesa com qualidade duvidosa ao consumo humano.

Na base das denúncias estão bens alimentares, e não só, como açúcar, arroz, óleo vegetal, bebidas comercializados por cidadãos de origem asiática, sem rotulagem em língua portuguesa, inclusive a data de caducidade em idioma estrangeira.

Ainda com base nas denúncias, o Club-K averiguou na mesma loja funcionários de balcão/caixa estrangeiros, que também não se comunicam em língua portuguesa para esclarecimento de dúvidas aos clientes sobre informações que os produtos apresentam. Estes comerciantes, do outro continente, fazem recurso a jovens angolanos, seus funcionários vigilantes, para indicação apenas da data de fabrico do produto, a única descrição numérica que aparece em português em todos os produtos.

Segundo Inês Costa, uma das denunciantes, teria comprado massa alimentar instantânea sem qualquer informação em língua portuguesa na embalagem do referido produto, sem que dela beneficiasse para alimentação, devido aos supostos “contrafeitos”.

“Todos produtos que este shopping vende é perigo para se comer, porque não sabemos a sua composição. Já comprei aqui massa instantânea acabei por deitar fora porque não cozia e ainda por cima ardia muito gindungo, algo que eu não tinha posto na panela”, denunciou a fonte a escassos metros da denunciada loja.

Para Bento Gabriel, estudante universitário no curso de comunicação social, a responsabilidade recai aos órgãos competentes de fiscalização, que, para ele, nada fazem na tomada de medidas a infractores como os do estabelecimento “Asiático Shopping”, estando a infringir contra o direito do consumidor à vista das autoridades.

“Eu estudo aqui no ISIA bem à frente deste estabelecimento que só vende produtos chinês e escrito na língua deles. Para isso deveriam abrir somente para vender aos seus conterrâneos. Apelo ao Estado para virem fiscalizar isso”, apelou o estudante.

Contactado pela equipa de reportagem do Club-K Angola, respondeu o auxiliar do gerente máxima do referido minimercado, Armando Carlos, angolano, alegando não estar autorizado a falar sobre o assunto, uma vez que o seu superior hierárquico encontra-se de férias fora do país, à data desta reportagem.



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