Luanda - Uma entrevista da Ministra das Finanças, Vera Daves, em que convida o sector privado chinês a juntar-se à nova era da economia angolana para ajudar o país a explorar o potencial existente nas áreas da agricultura, pesca, mineração e turismo, consta dos destaques do Jornal "China Daily" na sua edição de hoje, 18 de Dezembro.

Fonte: Angop


Segundo uma nota dos Serviços de Imprensa da Embaixada de Angola na China, enviada nesta quarta-feira, à Angop, Vera Daves disse, considerando que existe um enorme potencial económico por explorar em Angola e um enorme potencial em know-how e tecnologias na China, que se abre a possibilidade dos dois países estenderem a cooperação ao sector privado e obter benefícios mutuamente vantajosos.

 

Na entrevista, a ministra destacou o facto de o Governo angolano ter identificado 54 produtos nos sectores agrícola, pesqueiro e de recursos minerais que podem ser produzidos em Angola e exportados para qualquer parte do mundo, incluindo para a própria China.

 

Ainda em termos de oportunidades de negócios, a ministra Vera Daves acrescentou que Angola decidiu privatizar 195 empresas e activos estatais, desde Setembro do ano em curso, no âmbito das iniciativas que visam conferir maior intervenção do sector privado no processo de desenvolvimento e sustentabilidade da economia nacional.

 

“Esperamos uma participação activa dos investidores chineses para obterem algumas das empresas alistadas e ajudar-nos a desenvolver outros sectores. Isso ajudará a diversificar a economia e transformar Angola num país produtivo e exportador de produtos não petrolíferos”, disse.

 

A governante informou também que Angola tem uma longa costa oceânica e está numa região cujos países vizinhos, sem acesso directo ao mar, têm um enorme potencial comercial.

 

Tendo em conta esse factor, disse a ministra, “Angola pode ser uma plataforma para a China expandir os seus negócios, investimentos e parcerias na África Austral”.

 

A ministra lembrou que a “China disponibilizou-se em ajudar Angola desde o final da guerra civil, com um amplo apoio ao processo de reconstrução nacional”, e continua a ser um dos principais mercados das exportações e importações angolanas.

 

O artigo destaca também a afirmação da titular da pasta das Finanças em Angola, segundo a qual “a China tem experiência suficiente para ajudar os países africanos a diversificar as suas economias e superar os vários problemas que ainda enfrentam”.

 

Segundo a governante, as economias dos países africanos apresentam o mesmo cenário, “não são diversificadas. Têm uma população jovem não qualificada, têm muitos recursos naturais por explorar e apresentam precariedade em quase todos os serviços básicos, tais como electricidade, água e telecomunicações”.

 

“Considerando que a China viveu o mesmo tipo de dificuldades até ao início dos anos 80, e uma vez que agora dispõe de recursos financeiros sólidos, avanço tecnológico e conhecimento científico, pode capitalizar essas oportunidades através da partilha da sua experiência e da transferência de potencial para os países africanos”, sugeriu a ministra na entrevista exclusiva ao China Daily.

 



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