Luanda - Trago este artigo para clarificar a minha temática da reforma de mentalidade e pensamento – a noção de paradigma.

Fonte: Vanguarda

Os paradigmas-mestres não se limitam a dominar o conhecimento de uma época, concernem igualmente à infraestrutura de pesquisa.


Existem dúvidas relativas à opinião pública e à propaganda política sobre a diferença entre o Marketing Político e o Marketing Eleitoral, duas técnicas complementares, mas que possuem diferenças substanciais.


Tanto o Marketing Político, quanto o Marketing Eleitoral são baseados nos princípios tradicionais do marketing, conjunto de técnicas e métodos aplicados ao estudo das necessidades dos mercados políticos e os seus principais componentes.


O marketing estuda as causas e os mecanismos que regem as relações de troca (bens, serviços ou ideias). Essas técnicas foram adaptadas para a realidade política e as necessidades de políticos e candidatos.


Entretanto, ao nível dos estudos científicos, a grande diferença entre as duas artes está no objectivo. Enquanto o Marketing Político corresponde há algumas temáticas que são centrais nos estudos da Ciência Política e da Ciência do Marketing, tais como o processo de socialização política, a liderança e as relações internacionais, a construção da imagem e a reputação de um candidato ou partido político, o Marketing Eleitoral tem como principal intenção, associada ao comportamento das massas e a propaganda política, de eleger um candidato ou partido político.


O planeamento e os prazos de execução das duas artes também são muito diferentes. O Marketing Político resume-se com um conjunto de técnicas construídas a longo prazo, normalmente executado durante o primeiro ano de mandato (parlamentar ou executivo). Já o Marketing Eleitoral deve ser realizado somente em períodos de campanha eleitoral, e é movida com base no calendário eleitoral e possuem data de início e fim.


Tomando como base as análises feitas durante o processo de marketing político, é elaborado um conjunto de tarefas que visa garantir a adesão às ideias e causas defendidas pelo candidato ou partido político.


Apesar das diferenças, as duas técnicas são complementares e devem ser utilizadas em conjunto.


Quando bem aplicada a estratégia de Marketing Político, preparada com tempo e o devido planeamento, facilitará, por conseguinte o trabalho do Marketing Eleitoral, que será feito durante a campanha, abrindo caminho para a eleição do candidato ou partido político.


Os profissionais de Marketing Político usam diferentes ferramentas e a melhor abordagem que eles devem adoptar é o Marketing Político relacional, pois envolve o eleitor através de um relacionamento recíproco com os políticos e ajuda a criar um relacionamento de longo prazo.


Na minha magna conversa com a ‘‘guru’’ do Marketing Político, Jennifer Lees Marshment, em Novembro de 2017, ela observou que “a literatura recente confirma que o Marketing Político está a mudar para uma estratégia mais relacional, onde o marketing é usado para criar relacionamentos positivos a longo prazo entre eleitores e elites políticas que ajudam a sustentar os políticos em tempos de crise ou fracasso. Acrescentou: capacitá-los a tomar decisões de liderança transformacionais”.


Actualmente, mais países aderem o sistema democrático e os cidadãos desses países estão a experimentar os exemplos de eleitor racional e não emocional, por esse motivo importante que a cultura de voto é convergente ao Marketing Político relacional, ajudando a fortalecer o processo de democratização.


Vivemos num período politicamente regressivo (a política reduzida à economia) e mentalmente regressivo (as ideias fragmentárias e gregárias). Quando se fala de especialização do conhecimento, os discursos sobre os especialistas ignoram o próprio universo, em exacto quando, como dizem alguns filósofos: ‘‘A especialização consiste na emergência de um objecto novo, o mundo como tal.’’


Os textos que compõem este artigo procuram situar-nos no global e no planetário, trazendo à verdade a realidade ‘com factos’, sem ignorar que as nossas acções constituem o poder das partes sobre o todo e do todo sobre as partes.


Não pretendemos ufanarmo-nos, nem dissolver as nossas visões singulares e concretas, mas, pelo contrário, cultivar o nosso propósito na experiência académica.
O marketing político é transformacional e ele diz: Trabalhe comigo para gerar a mudança.
Volto em breve!

Edgar Leandro Avelino
Investigador Associado, Observatório Político, Portugal.

 



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