Luanda - O Instituto Nacional da Criança (INAC) registou de Janeiro a Novembro de 2019 60 casos de crimes cibernéticos contra a criança, com destaque para aliciamento, assédio, pornografia e uso indevido de imagens de menores.

Fonte: Angop
Essa informação foi dada hoje (sexta-feira) pelo director-geral do INAC, Paulo Kalesi, após a assinatura de um memorando de entendimento entre a instituição que dirige e a Unitel denominado “O uso seguro da internet”.

Referiu que as denúncias foram feitas por encarregados de educação atentos aos acessos de seus filhos na internet.

“Os encarregados apontaram principalmente as amizades que seus filhos fazem que demonstram ter a mesma idade, marcam encontros e no terreno se constata que são adultos. Razão pela qual muitas crianças desaparecem por dois ou mais dias de casa por terem aceites convites de pessoas com identidades duvidosas”, disse.

Esses e outros casos, salientou, fazem com que se coloque como prioridade a protecção destas crianças, mas sobretudo esse memorando vai ajudar na divulgação de mais informação para que as crianças tenham conhecimento sobre tais crimes e os pais poderão ajudar na prevenção.

Com o propósito de apoiar o INAC na promoção do uso seguro da internet, a Unitel lançou o projecto “Internet segura” com objectivo de realizar actividades conjuntas e a partilha de informação que possibilita o uso correcto da internet pelas crianças e adolescentes angolanos.

Segundo a directora adjunta para assuntos corporativos da Unitel, Eunice de Carvalho, no âmbito do acordo também realizadas palestras de sensibilização, a partir de Março de 2020, em escolas de cinco províncias onde os serviços de telefonia estejam mais abrangentes.

Acrescentou que com esta parceria com o Governo de Angola abre-se uma porta para a promoção da inclusão digital e o desenvolvimento das crianças.

“(…) É imperativo mitigar os riscos associados ao uso da internet e simultaneamente maximizar os benefícios da mesma, uma vez que a tecnologia digital é um facto irreversível”, enfatizou.



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: