Luanda - O castelo construído por cima da areia da corrupção, nepotismo, branqueamento de capital, usurpação dos bens públicos do povo angolano está em queda e pode ruir.

Fonte: Club-k.net

A decisão do Tribunal Provincial de Luanda na sua primeira secção do cível administrativo, ao decretar o arresto contra as ações detidas por Isabel dos Santos, e seu esposo Sindika Dokolo, nas empresas Esperaza Holding BV, Exem Energy BV, De Grisogono, UNITEL, Candando, Cimangola e etc que adquiriram a riqueza por via do casamento com a primogénita filha do ex-Presidente, obtida de forma ilícita aos angolanos, qualquer desfecho que venha a ter esta ação representa um duro golpe no estômago da acumulação primitiva da riqueza, estratégia gizada por quem mandava desde 2002, com o fim da guerra civil em Angola.

 


Há muito que esta medida era reclamada, uns em surdina, outros como o portal Maka Angola, Correio da Kianda, Kwanza News, Club-K de forma aberta reflectindo a voz dos cidadãos sem voz, a PGR em representação do Estado ao lançar mão no património e empresas construído com dinheiros do Estado ilicitamente proveniente da Sonangol é um exercício de repor a legalidade e satisfaz as preocupações da generalidade da população angolana e dai o mérito da ação.

 


É repugnante e punge os corações de qualquer pessoa que minimamente tenha sentimento e com valor éticos, que uns fiquem tão rico e ganhe nome de empreendedoras a custa do saque do Estado, de todos nos e outros pobres a viver com menos de um dólar por dia ou mesmo sem uma refeição desde ao nascer do dia ao anoitecer, mas somos filhos da mesma pátria com os mesmos direitos.

 

As alertas a Isabel dos Santos, talvez não faltaram quando o riquismo surgiu de dia para noite aos olhos de todos os cidadãos sabiam que era produto da acumulação primitiva da riqueza tendo como fonte única a Sonangol geradora de ovos de ouro, o resultado não tardou o legitimo dono, sem sombra de duvidas começa a hoje a recuperar o que é sua propriedade, é tal como se diz terminar o 2019 com um dikulo e começar 2020 com um problema.

 

Isabel dos Santos e Sindika Dokolo quiseram durante os últimos dois anos andar a brincar a peçonha com o Estado angolano transformando a sua ação quase insignificante esvaziando ou tentar esvaziar que na verdade reclamava o que lhe pertence por quanto estes não passaram de usurpadores que construíram o castelo por cima da areia, do nepotismos, do branqueamento de capitas e que o 30 de Dezembro entra para os anais da historia do programa do combate a corrupção, e o nepotismo, como uma data a considerar, embora existirão outras (datas).


Há quem diga que com esta ação começou sem duvidas o verdadeiro desarmamento a tudo que ilicitamente pertence as pessoas singulares ou que indevidamente representa em ações os bens do Estado sem que o próprio Estado lhes conheça.

 

A decisão decretada hoje pode ser o inicio de uma longa luta judicial porque dentro do processo cível haverá ilícito criminais decorrente da gestão dos próprios bens.

 

Entre as empresas visadas pela providência cautelar de arresto decretada pelo Tribunal Provincial de Luanda estão o banco BIC e duas empresas em que a empresária angolana é beneficiária última.

Foram arrestadas as seguintes empresas:

. Banco BIC, na qual Isabel dos Santos detém 25% do capital (através da empresa SAR - Sociedade de Participações Financeiras), mais 17,5% (por intermédio da empresa Finisantoro Holding Limited de direito maltês).

. Unitel, empresária detém 25% através da empresa Vidatel, Limited. A Unitel tem uma participação no capital da Zopt, empresa que resulta da parceria em Portugal com a Sonaecom e que controla a Nos.

. Banco BFA, com uma participação social de 51% das por intermédio da Unitel.

. Finstar, Sociedade de Investimentos e Participações - os requeridos são beneficiários últimos de 100% das participações sociais.

. ZAP Media, com 99,9% de participação de Isabel dos Santos, através da empresa Finstar. A empresa é detida em 30% pela NOS e em 70% pela Socip (100% controlada por Isabel dos Santos)

. Cimangola II SA, Ciminvest - Isabel dos Santos e Sindika Dokolo são beneficiários últimos.

. Condis – Sociedade de Distribuição Angola SA, em que Isabel dos Santos detém 90% do capital e Sindika Dokolo 7%.

. Continente Angola - empresa em que Isabel dos Santos é beneficiária última.

. Sodiba - Sociedade de Distribuição de Bebidas de Angola, e Sodiba Participações: a empresária angolana é igualmente beneficiária última.

 

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