Luanda - Meu povo desligue o coração do rancor selectivo e comecemos a pensar em prol de um bem comum que é Angola.

Fonte: Club-k.net

Eis que fomos levados a uma introspectiva reflexão dado os últimos assuntos gerados pelo país saído que parece de uma lavra de gindungo que há muito esteve adormecida mal começamos a nova década.


Durante muito tempo muitas análises foram que quase obrigatoriamente feitas por paixões e considerações políticas e religiosas. Não julgo quem assim procedeu porque cada um sabe dos seus interesses e cada um defende de onde sai o pão que alimenta seus vícios e virtudes. Neste ínterim fomos desenvolvendo uma forma de egoísmo cego porque passamos a olhar para o nosso umbigo, somente o nosso e de mais ninguém. Começamos a reduzir o espaço territorial, da população que cá vive que também merece os benefícios das riquezas deste pedaço de terra denominado Angola. Acontece tudo quase que de forma natural dada a miopia de interesses que cegam a capacidade de abrangência de um panorama que poderia ser diferente.


Pessoas que se preocupam o mínimo possível com o estado actual da nação tiveram um final de semana sob pressão por causa de muitos pronunciamentos que nos foram dados a ouvir nos variadíssimos programas nacionais de televisão e rádio e aqui quero dar um particular enfoque ao programa Política no Feminino. Foi de uma inteligência sublime a criação de um programa com caris opinativo totalmente virado para os seres com a capacidade de procriação fulcral entre os dois seres capazes de o fazer: a mulher.


Querendo ser sucinto vou aqui apresentar o meu parecer sobre as abordagens de uma das convidadas residentes ao programa, no caso particular a Dra. Tânia de Carvalho.


Partindo de uma análise puramente sociológica abordando da maneira mais desapaixonada possível sobre o caso mais mediático “O arresto dos bens da Eng. Isabel dos Santos”, a pessoa em questão teve o apanágio minucioso em esclarecer porquê estamos a sofrer. Recorremos as religiões como última instância quando o desespero atinge as zonas côncavas do nosso âmago quando na verdade quem nos faz mal está bem a nossa frente. A Procuradoria Geral da República entrou em acção.


Tânia de Carvalho nas suas abordagens completas de alguma ira linguística, natural de quem já não consegue deglutir a carne quase que crua nos é dada a consumir mesmo sendo nós grandes produtores de petróleos onde podemos também absorver o gás butano, deixou claro que quem faz o que alguns membros da família dos Santos fez ao país não possui amor pela pátria, a tal paixão patriótica que somos convidados a ter não só pelas vias do hino nacional mas também por um pouco de orgulho ancestral, se assim posso dizer. A sua veracidade sem forros nas abordagens magoou quase que metade de alguns incrédulos que insistem em não dar favorecimento ao povo desta terra. Eu em particular, que fui um ouvinte e atento dos seus pronunciamentos, retive partes que me fizeram estar aqui a “verborreiar” a minha dor. Vamos nos focar na Educação. O nosso país tem um ensino e educação deficitário por culpa de alguns gananciosos que connosco coabitam. Esta é a verdade. Está claro que não há intenção de vermos um país melhor por grande parte dos nossos governantes. E um país melhor só é possível se apostarmos no ensino e educação do mesmo. Não é apenas a vontade daquele ministro ou daquele secretário de estado, ou então daquele director ligados a educação que vão transformar os intentos de 28 milhões de habitantes. Temos de colocar na cabeça que toda a nação analfabética possui bases de lodo. Alguém vem e fala por nós e achamos que andou a vilipendiar quem quer que seja por rancor ou coisa parecida. Não pode ser assim.


Já cheguei a acreditar que a Eng. Isabel dos Santos estava a ser um anjo enviado pela forma como administra as riquezas dando emprego a milhares de jovens. Só agora percebi que estava a ser mais uma vítima do síndrome de Estocolmo. Quem tem o que ela tem e como adquiriu o que possui, tem a capacidade e quase a obrigação de fazer muito mais pelo país. Não é filantropia. É bom senso. Agora, estar a ameaçar que por culpa dessa acção jurídica as empresas que estão sob parte de sua gestão ficarão prejudicadas, está bem claro que ela fez o país de refém. E isto não é bom.


Que os órgãos competentes de justiça saibam agir de forma imparcial sem beneficiar A ou B. Que seja reposta a legalidade e que o salário deste povo que é usado em cada ano eleitoral seja o saborear da verdadeira democracia que se apregoa nas lides políticas quando dos nossos dedos precisam pintados.

 



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