Luanda - A UNITA abriu este Sábado, 11 de Novembro de 2020, o seu ano político com um acto de massas realizado na Mutamba, Centro da cidade de Luanda, que marcou também o primeiro discurso público do Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, depois da sua eleição como Líder do Partido no recém-realizado XIII Congresso Ordinário.

Fonte: KUP

UNITA exige Novo Registo Eleitoral E Autarquias

No acto que testemunhou a inauguração das instalações do secretariado provincial de Luanda, o Presidente Adalberto Costa Júnior apontou os desafios estratégicos do seu Partido para 2020, tais como a realização das eleições autárquicas em simultâneo e em todos os municípios, o novo registo eleitoral até Março de ano em curso, reformas das instituições, incluindo os órgãos da administração eleitoral, para se adequarem às exigências da transparência e democracia e, finalmente a recuperação do capital roubado.

 

Relativamente às eleições autárquica, o líder da UNITA insta as autoridades governamentais a cumprirem a palavra dada e a não defraudarem expectativas dos cidadãos.

 

“Nós precisamos de realizar as autarquias em simultâneo e em todo o país. Esse é um compromisso que foi feito pelos nossos governantes e que devem saber cumprir com sua palavra, honrar os seus compromissos. É muito importante”, sugeriu.

 

Associado ao desafio da realização de eleições autárquicas em simultâneo e em todo o país, Adalberto Costa Júnior defendeu da aprovação, até Março de 2020, de todo o Pacote Legislativo Autárquico e afirmou não entender o atraso a que a Assembleia Nacional submeteu o dossier tão importante do país, tendo acusado este órgão de soberania de estar a servir de caixa de ressonância do bureau político do MPLA.

 

“Nós pedimos ao Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, que faça tudo, para que o pacote legislativo autárquico seja todo ele concluído até Março deste ano. Nada o impede. Todas as leis estão feitas, o pacote legislativo foi todo votado na generalidade em Abril do ano passado, estamos quase a fazer um ano, só três leis é que foram votadas até hoje, nenhuma justificação existe para este atraso”, realçou, sublinhando haver o que chamou de “falta de seriedade, é clara intenção de adiar as expectativas e esperanças dos angolanos nas autarquias e de adiar a transferência de competências para as populações”.

 

O segundo compromisso apontado pelo líder da UNITA tem a ver com a necessidade urgente de um novo registo eleitoral, por entender que o anterior está bastante viciado.

 

“Para fazermos eleições autárquicas precisamos de fazer um novo registo eleitoral, porque as eleições autárquicas são diferentes das eleições nacionais e porque a auditoria feita ao ficheiro eleitoral determinou muita falta de transparência”, afirmou Adalberto Costa júnior.

 

Sobre esse assunto, Adalberto Costa Júnior deixou aviso à navegação.

 

“Não podemos voltar abraçar eleições onde sabemos que condições de transparência não existem, onde todos estamos convencidos que não há condições e caminhamos como carneiros para depois dizermos que houve fraude. Nunca mais vamos fazer isso”, alertou.

 

Relativamente às reformas que são outro desafio da UNITA em 2020, o Presidente do maior Partido na Oposição em Angola, apontou como prioridade a reforma das instituições e dos comportamentos.

 

Segundo o político, o país precisa de Partidos Políticos que ascenda à governação com legitimidade democrática total e reconhecimento absoluto.

 

Para termos sistemas políticos credíveis, transparentes e legítimos, precisamos de ter sistemas eleitorais também credíveis, independentes, transparentes e democráticos”, enfatizou o Presidente Adalberto Costa Júnior.

 

O líder da UNITA apontou como urgente a revisão da Carta Magna do país, com incidência na redução dos poderes excessivos do Presidente da República e na restituição às instituições, do seu verdadeiro papel.

 

“O país precisa de abraçar reformas institucionais profundas, porque sem estas, não vamos conseguir sair da crise económica, social e política com que estamos”, insistiu o líder da UNITA, acusando o actual Presidente da República de vestir o casaco de poderes excessivos do anterior chefe de estado e de não cumpri as promessas.

 

Relativamente ao combate à corrupção e outros males que enfermam as instituições e a sociedade, Adalberto Costa Júnior recordou ter sido a UNITA a primeira a denunciar tais vícios. Criticou o facto de não ter sido permitida pelo MPLA, a criação das comissões parlamentares de inquérito à SONANGOL e ao BESA.

 

De acordo com Adalberto Costa Júnior, as reformas profundas e o combate à corrupção exigem vontade política do MPLA, não se fazem com processos judiciais direccionados apenas a uma família.

 

Para o líder da UNITA, a guerra entre uns “marimbondos” contra outros “marimbondos” não ajuda o país a sair da crise.

 



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