Luanda - O Banco de Portugal está a pressionar Isabel dos Santos para sair da estrutura acionista do banco EuroBic, avança a SIC Notícias. O supervisor financeiro criou um gabinete de crise para lidar com o caso do Luanda Leaks, que veio expor os esquemas financeiros da empresária angolana em Portugal.

Fonte: ECO

Isabel dos Santos detêm 42,5% do banco liderado por Teixeira dos Santos: 25% do capital é detido através da sociedade Santoro e outros 17,5% são detidos pela sociedade Finisantoro.


Neste momento, o supervisor liderado por Carlos Costa tem em curso uma inspeção junto do EuroBic que incide sobre os mecanismos de controlo do branqueamento de capitais. Esta inspeção foi iniciada em dezembro de 2019.


No início deste ano, o Banco de Portugal disse estar atento a “todos os novos factos que possam ser relevantes para efeitos de avaliação e reavaliação” da idoneidade de Isabel dos Santos enquanto acionista do EuroBic. Nesse sentido, se considerar que a empresária angolana deixou de preencher os requisitos de idoneidade, o Banco de Portugal pode inibir o exercício dos direitos de votos de Isabel dos Santos no banco.


A pressão em torno de Isabel dos Santos terá aumentando depois das notícias de que a filha do antigo Presidente angolano terá feito com que a petrolífera Sonangol transferisse pelo menos 115 milhões de dólares de fundos públicos para uma offshore no Dubai, a Matter Business Solutions.


Do dinheiro que terá ido parar ao Dubai ao longo da segunda metade de 2017, 57,8 milhões de dólares terão sido pagos em três transferências executadas a 16 de novembro de 2017, já depois de a empresária angolana ter sido demitida da presidência da Sonangol, a 15 de novembro, segundo revelou o Expresso este domingo.



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