Sumbe – Trata-se da empresa pesqueira Wangfiesta-KP, situada à sul da cidade de Porto-Amboim, ou seja, na zona industrial da cidade, uma parceria angolano-chinesa. Uma imponente obra que contempla várias áreas entre escola de formação de marinheiro, internato com mais de oito naves, mais de 30 câmaras de congelação, refeitório, duas residências com II a III pisos, posto de saúde, áreas de tratamento e processamento de peixe, mariscos e outros produtos do mar e muito mais. 

*Fernando Caetano
Fonte: Club-k.net
Instalada há cerca de um ano, a WANGFIESTA pretende dar emprego a 3.500 jovens mas, devido a burocracia no Ministério das Pescas em ceder a licença, ou autorização, para início dos trabalhos, a empresa está de mãos atadas sem poder fazer nada.

O presidente do conselho de administração da empresa, Cardoso Pereira, disse em entevista conjunta aos órgãos de comunicação social que a sua empresa quer que primeiro cheguem os barcos para depois passar a acção.

“Para nós, o mais importante é que as pessoas sejam admitidas antes e começam já a ser formadas, quer pilotos da altura como os operadores das máquinas para terem conhecimento. Mas isso nós definimos que é necessário termos uma carta conforto que nos garanta que em breve nós teremos o licenciamento. Daí podemos admitir e, há verbas suficientes para garantir o subsídio dos formandos”, disse o gestor.

O que falta?

“Só as licenças, vocês puderam acompanhar, temos todas câmaras a funcionar, estamos em condições neste momento para receber embarcações com 35 metros e as outras embarcações de pesca artesanal portanto nós estamos dentro daquilo que é a orientação central do governo”, assegurou.

A vontade do empresário em contribuir para o desenvolvimento da província é maior, mas as forças negativas ou os bí-faciais, segundo ele, imperam tal interesse e, “é a província que sai a perder”, frisou.

“Na província do Kwanza Sul temos que ter uma indústria pesqueira, a orientação política é que multipliquemos os complexos pesqueiros na costa que nós temos, a orientação política é diminuir as importações, é aumentar os empregos, situação que não passa apenas por uma acção directa do governo, é preciso que os empresários tomem conta do seu papel que há muito ficou para trás. Portanto, agora o problema esta naquilo que chamamos de forças negativas. O quê que são essas forças de acção negativas? São aquelas pessoas que se apresentam como amigos do governo, mas o objectivo é danificar as orientações do próprio governo”, explicou.

De acordo com o nosso entrevistado, a província do Kwanza-Sul não está exercer a pesca semi-industrial, nem industrial e que se tivesse a garantia, ainda hoje, admitia imediatamente 700 funcionários. “Basta eu ter a garantia, vou admitir os funcionários e peço aos camaradas jornalistas que voltem aqui, tão logo que nós tenhamos uma garantia oficial”, salientou, acrescentando que “não me interessa até o próprio licenciamento, só a garantia nós vamos admitir imediatamente, há verbas para pagar salários”.

O mesmo lembrou que aquando da visita do Presidente da República aquela província, a ministra da tutela afirmou que está em sintonia com os responsáveis da empresa e que no primeiro trimestre, ou seja, até Março deste ano, a empresa vai entrar em funcionamento.
“Temos essa garantia mas, nós só queremos que essa seja oficial. Portanto a senhora ministra disse na presença do senhor Presidente, está preocupado com os empregos, nós temos aqui os empregos então, é só uma questão de formalização”, enfatizou.

Este portal sabe que a Wangfiesta - KP é detentora de 21 embarcações de pesca com 42 metros de comprimento e têm capacidade para mais de 12 toneladas cada, mas, nesse momento, encontram-se na Mauritânia atracados no porto daquele país e a empresa paga mensalmente cerca de USD 178 mil dólares americanos de estadia uma vez que não podem vir a Angola por falta de licenciamento por parte do Ministério das Pescas. “Dinheiro este que poderia ser pago ao governo angolano por via do ministério de tutela”, salientou.

Face a situação, a Associação dos Pescadores da província do Kwanza-Sul na pessoa do seu presidente reagiu da seguinte forma: “Nós temos problemas sérios. As pessoas hoje em vez de autuar de acordo com a Lei, as vezes autuam fora da Lei. É que a nossa orla marítima hoje não apresenta barcos semi-industriais que são nacionais. Vemos que é uma empresa aqui para nós que veio para ficar e não só. Com a estadia dessa empresa muitos ganhos teremos, não só para os cofres do Estado como também dos próprios armadores de pesca como a população”.



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: