Lisboa  – Os Serviços Penitenciários de Angola, liderados pelo comissário-prisional principal Jorge Mendonça, recusaram recentemente um pedido do antigo ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, que visava sair da prisão de "São Paulo", a fim de participar no enterro do seu sogro, Horácio Cumandala, que foi a enterrar na passada sexta-feira (31 de Janeiro), em Luanda. O argumento da recusa foi baseado no “insuficiente grau” de parentesco entre o recluso e o falecido.

Fonte: Club-k.net

Para acompanhar a esposa no enterro do seu sogro 

Augusto Tomás foi julgado e condenado pelo Tribunal Supremo, em Agosto de 2019, pelos crimes de peculato, violação das normas de execução do plano e orçamento, sob forma continuada, e por participação económica em negócio.

 

A sua condenação é vista  como um dos exemplos das palavras de João Lourenço aquando no VII congresso extraordinário do MPLA em que garantiu que nesta cruzada contra a corrupção, o MPLA tomaria a dianteira, a ocupar a primeira trincheira, “mesmo que os primeiros a tombar sejam militantes ou mesmo altos dirigentes do Partido, que tenham cometido crimes, ou que, pelo seu comportamento social, estejam a sujar o bom nome do Partido.”

 

Augusto Tomás era até a data da sua condenação, era muito próximo ao casal Lourenço. O Chefe de Estado é padrinho de um neto seu. Quando as suas filhas viajassem aos Estados Unidos eram acolhidas por Ana Dias Lourenço, que ai estava como responsável do Banco Mundial. O reciproco também acontecia. Em Março de 2018, uma das filhas do casal presidencial, Jessica Lorena Dias Lourenço, foi ter o bebé, na capital americana  e foi a esposa de Tomás, Delfina Cumandala, quem  a acompanhou.

 

Na sexta-feira passada,  a primeira dama Ana Dias Lourenço compareceu no enterro, acompanhando a esposa de  Augusto Tomás, na última morada de seu pai. 

 



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