Cabinda - O secretário provincial da Indústria, Recursos Naturais e Petróleo de Cabinda, Geraldo Ndubo Paulo, na foto, encontra-se detido preventivamente, desde sábado, por supostamente ter desviado fundos públicos avaliados em 220 milhões de dólares americanos, destinado à construção de uma feira na localidade de Caio, no período 2009-2014.

Fonte: Angop
A feira comercial de Cabinda, que seria o maior centro de negócios da provincia, visava a exposição dos produtos da classe empresarial local, promovendo a produtividade e parcerias empresariais.

Geraldo Ndubo Paulo é um dos secretários provinciais mais antigos do governo da província de Cabinda. Já exerceu também as funções de secretario provincial do Comércio, Hotelaria e Turismo.

Este é o terceiro caso de peculato que envolve membros do governo da província de Cabinda. O primeiro envolveu o director da EPAC, Filipe Barros e mais sete membros da direcção da empresa que haviam sido acusados do desvio de 21 milhões e 964 mil e 466 e 42 cêntimos de kwanzas, devido à falta de transparência na celebração de contractos de água na cidade de Cabinda, mas por falta de provas no processo de acusação foram todos absolvidos.

O segundo, foi com o administrador de Belize, André Ndimba Tati, devido a má gestão de fundos públicos na sua área de jurisdição. O reu foi condenado a oito anos de prisão maior.

SIC detém ex-administrador do Tomboco por peculato

Por outro, o Serviço de Investigação Criminal deteve na terça-feira, em Mbanza Kongo, o director dos Recursos Humanos do Governo Provincial do Zaire, António Kavungo acusado da prática de peculato e branqueamento de capitais. Os crimes foram cometidos quando o mesmo ostentava o cargo de administrador municipal do Tomboco, no executivo de Joanes André.

A informação foi divulgada, à imprensa, pelo porta-voz da delegação provincial do Ministério do Interior (Minint), Carlos Fidel, tendo referido que o SIC prendeu António Kavungo e um seu sócio, que actua na área da construção.

Por sua vez, o procurador junto do SIC Mateus Gonga explicou que a detenção resultou de um longo processo de investigação realizado pela Procuradoria-geral da República (PGR).

António Kavungo foi administrador do Tomboco, entre o período de 2015 a 2017, e é acusado ainda de ter desvio de valores monetárias, cuja cifra não foi revelada, que se destinava a reabilitação de uma instituição de ensino na circunscrição.



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