Luanda - O ex-presidente do Conselho de Administração da Sonangol é citado em Portugal, com o empresário angolano Mirco Martins e altos funcionários da companhia, além de um ex-administrador da TAP Air Portugal e diversos advogados portugueses, num caso de defraudação de fundos que prejudicou a Sonair, a subsidiária para a aviação da petrolífera nacional.


Fonte: Jornal de Angola
 
Recentemente, o Tribunal da Relação de Lisboa anulou uma decisão do juiz português Ivo Rosa de despronunciar os envolvidos, determinando que os sete arguidos angolanos e portugueses do chamado caso TAP-Sonair devem ir a julgamento, noticiou sexta-feira a estação televisiva portuguesa Sic Notícias.
 

Em causa está um alegado esquema de corrupção e branqueamento de capitais através de um contrato de manutenção de aviões entre a TAP e a companhia aérea ligada à Sonangol. O contrato tinha um valor de 25 milhões de euros, mas a fatia maior, cerca de 70 por cento, era para pagar comissões a uma empresa intermediária, que a acusação diz estar relacionada com os responsáveis angolanos da Sonangol e que terá servido para comprar imóveis em Portugal.
 

No recurso, o Ministério Público alegou que o despronunciamento dos réus deriva da ignorância quanto aos mecanismos de lavagem de dinheiro e que apenas valorizou a versão dos arguidos, algo com o que o Tribunal da Relação concordou. Francisco José de Lemos Maria é apontado, nesse processo, por deter a sociedade offshore Corelli, que terá recebido cerca de três milhões de euros de comissões.



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