Luanda - O ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, que deveria ser interrogado como testemunha esta terça-feira, 11, no caso dos 500 milhões USD, não compareceu em tribunal nem justificou a sua ausência. O Supremo continua também a aguardar que o ex-Presidente José Eduardo dos Santos responda ao questionário que lhe foi enviado.


Fonte: Novo Jornal
 
Até ao momento o ex-Chefe de Estado ainda não respondeu ao questionário

A presença de Manuel Nunes Júnior, na qualidade de testemunha, era aguardada pelos juízes do Tribunal Supremo que estão a julgar os réus do conhecido "caso 500 milhões de dólares" transferidos ilegalmente do Banco Nacional de Angola (BNA) para banco Crédit Suisse de Londres, Inglaterra, em 2017.
 

O Tribunal diz que já notificou o ministro há três dias, mas que, até ao momento, não recebeu nenhum parecer de Manuel Nunes Júnior a confirmar a sua comparência no julgamento.
 

Manuel Nunes Júnior, que à data dos factos era o ministro de Estado da Coordenação Económica e Social, foi arrolado pela defesa do réu Valter Filipe, através do advogado Sérgio Raimundo, por ter, supostamente, participado numa audiência que o Ex-presidente da República, José Eduardo dos Santos, concedeu aos alegados representantes de um sindicato bancário que criaria o fundo de financiamento de 30 mil milhões de dólares.
 

O actual ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social foi citado várias vezes nas sessões de discussão e julgamento pelos réus Valter Filipe e José Filomeno dos Santos "Zenu dos Santos" por terem participado num encontro, em Junho de 2017, na Presidência da República, em que o mesmo esteve presente na qualidade de ministro.
 

Em declarações aos jornalistas, a porta-voz do julgamento, Amor de Fátima, disse que a Câmara Criminal do Tribunal Supremo continua, a todo instante, a aguardar o parecer da notificação do ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social sobre a sua disponibilidade em prestar declarações, na qualidade de testemunha deste julgamento, que começou a 9 de Dezembro de 2019.
 

"Por não termos uma resposta e pelo adiantado da hora, o tribunal decidiu que se adia a sessão de discussão e julgamento. Vamos entrar em contacto com os serviços necessários para sabermos o que se passou, porque a falta em tribunal pode ser punível com multa e temos de verificar o que realmente se passou", disse.
 

Segundo Amor de Fátima, depois do tribunal ouvir o actual ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, seguir-se-á então a fase das alegações finais do julgamento.
 

Questionada se o Ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, já terá respondido ao questionário de perguntas que o Tribunal Supremo lhe enviou, para Espanha, sobre questões relacionadas com o processo, a porta-voz disse que até ao momento o ex-Chefe de Estado ainda não respondeu e que o tribunal continua aguardar.



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