Luanda - O empresário angolano Wilson Freita Da Costa, inaugurou recentemente um aparthotel de luxo, na cidade de Buea, nos Camarões, num evento que contou com a presença de personalidades politicas daquele país africano, conforme se pode  ver no vídeo com mais de 2 horas, em que o mesmo aparece diversas vezes, a ser enaltecido pelos seus feitos.

Fonte: Club-k.net

Empresário no ramo da energia 

Wilson da Costa é na verdade um cidadão americano de origem camaronesa que esteve em Angola como representante multinacional General Electric em Angola. Em finais de 2018, a Direção Nacional do Arquivo de Identificação Civil e Criminal (DNAICC), moveu-lhe  uma ação junto ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) acusando-o de ser “um cidadão estrangeiro que se faz passar por nacional, exibindo documentos nacionais”.


O nome do seu investimento nos camarões é “Aparthotel: WDC”, que corresponde as iniciais de Wilson da Costa, a identidade que forjou em Angola.  


Em Janeiro de 2019, Wilson Costa foi detido em Angola pela acusação de falsa identidade mas acabaria por ser solto dias depois por alegada interceção de um alto funcionário da Presidência da República, Edeltrudes Maurício Fernandes Gaspar da Costa. Wilson Costa esta casado, desde Agosto de 2015, com Ana Sofia Mota Gomes, sobrinha de Edeltrudes Costa.


A imprensa angolana apresenta-lhe também como a figura que havia denunciado irregularidades sobre compras de turbinas envolvendo uma empresa portuguesa AEnergy, na qual o ministro da energia e Agua, João Batista Borges se fazia presente por intermedio de um sobrinho, Ricardo Borges.


Suspeito de se ter tornado “testa de ferro” dos interesses de Edeltrudes Costa para o sector da energia em Angola, Wilson da Costa é actualmente o CEO da New Fortress Energy (NFE), uma empresa recentemente legalizada, em Angola e que em Junho de 2019, as autoridades (ministério dos petróleos, energia e água e economia) cederam-lhe a exclusividade do fornecimento de gás natural às centrais térmicas a indicar pela Empresa Pública de Produção de Electricidade EP (PRODEL).

 

Apesar de ter recebido indemnização de saída da GE, paga para não expor publicamente a empresa, os seus antigos colegas   em Angola,  atribuem-lhe a acumulação de um capital resultante  de  “bónus recebido indevidamente enquanto funcionário da GE, por ter artificialmente inflacionado as vendas de equipamento em várias dezenas de milhões de dólares.”


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