Luanda - O ministro da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, disse esperar que o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) esteja ao serviço do sector produtivo do País e siga as estratégias do Executivo.

Fonte: Angop

Sérgio Santos, que falava momentos depois de conceder posse ao novo presidente do Conselho de Administração (PCA) do referido banco, Henda Inglês, referiu que o sector produtivo vê no Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND) e no papel do seu novo gestor uma importância “muito grande”.

Por esta razão, o Ministério da Economia e Planeamento vai acompanhar a implementação do plano estratégico do BDA e contribuir para sua melhoria.

Ao ministro conforta o facto de BDA ter passado com sucesso no “crivo” da avaliação da qualidade de activos, feito pelo Banco Nacional de Angola.

De acordo com o governante, o banco tem uma estrutura financeira “robusta” , para ajudar o sector produtivo nacional, não obstante a necessidade da regularização do crédito malparado.

Para Sérgio Santos, a alteração recente da tutela do BDA, do Ministério das Finanças para o da Economia e Planeamento veio dar outro sentido de que o banco e o FND que gere venha servir melhor os interesses do desenvolvimento económico.

Pediu uma maior colaboração entre trabalhadores e o novo gestor do BDA, para estruturar esta instituição financeira e seja um banco de desenvolvimento forte”.

O Banco de Desenvolvimento de Angola, desde 2006, que é gestor financeiro exclusivo do FND, competindo-lhe administrar e aplicar os recursos do Fundo, nos termos e condições definidas pelo Governo.

Constituem recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento, 5% das receitas globais anuais provenientes da tributação sobre a actividade petrolífera, 2% das receitas globais anuais provenientes da tributação sobre a actividade diamantífera e outros recursos de empréstimo financeiro e linhas de crédito captados pelo Ministério das Finanças e repassados ao BDA.

O BDA, no quadro do Programa de Apoio ao Crédito (PAC) tem disponível 25 mil milhões de kwanzas que tem como proveniência , o Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND).

O banco ainda dispõem de 356 mil milhões de kwanzas da linha de crédito do Deutsche Bank, para financiar projectos do sector agrícola, pecuária, comercio, serviços e indústria.

Afinar o BDA

O novo gestor , Henda Inglês, acredita ter encontrado um banco com um percurso muito bem feito em termos de organização interna e que precisa, agora, ser “afinado” para corresponder às exigências do Executivo em termos da materialização do Plano de Desenvolvimento Nacional.

No seu entender, o banco precisa agilizar alguns mecanismos internos a nível do processamento do crédito, de modo a corresponder com às expectativas dos empresários.

“ Sinto que temos ainda uma cultura muito institucional e é preciso alterar isso num período de tempo curto, para que possamos ser mais ágil”, reconheceu.

Cumprir e apoiar a implementação do Programa de Apoio ao Crédito (PAC) constitui um dos focos da nova administração.

Quanto ao crédito malparado, disse que não vão descansar até que a situação seja regularizada, com a possibilidade de fazer recurso às instituições da justiça.



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