Luanda - No âmbito da Ciência Política e Relações Internacionais assevera-se que os Estados relacionam-se por meio de interesses (MORGENTHAU, 2003). Todavia, conforme se convencionou com a corrente teórica liberal num sistema, internacionalmente, democrático e estável é por meio de interesses que os Estados apoiam-se uns aos outros para superarem ameaças. Deste modo, a epidemia de covid-19 que a China padece enquanto ameaça para o mundo deve ser superada por todos?

Fonte: Club-k.net

ANÁLISE POLÍTICA DO CORONAVÍRUS

A CHINA é um país cujo poder nacional expresso pelos factores geográficos, socioculturais e humanos, recursos naturais e comunicação, história, quadro económico, militar, político-administrativo, qualidade da diplomacia, ciência e tecnologia caracterizam-no na arena internacional como um Actor potencial e oportuno para exploração de eventualidades, não obstante a despeito da sua posição económico- financeira, científico e tecnológica ter a capacidade de resolver os seus problemas e explorar eventualidades a curto, médio e longo prazo ou num ambiente conjuntural.


Para articularmos a coerência temática é peculiar a priori definirmos a função política dos Estados para a posteriori entendermos que a epidemia designada CORONAVÍRUS é um assunto de interesse dos Estados, que ameaça e põe em causa a segurança dos cidadãos, embora nos tenha dado a entender, que diante de um problema ou factor natural não controlável esqueceremos o nosso irmão estrangeiro e partiremos para a nossa terra. Essa inferência resulta da observação, face a opinião manifestada pelos indivíduos que estão a estudar e a viver na CHINA, clamando uma acção lógica de retirada de modo a não serem contaminados e submetidos a partida funerária.


A função política dos Estados tem como fim directo e imediato a conservação da sociedade, definição e prossecução do interesse nacional [...] (CAETANO, 1996:172). Para Silva Ribeiro, o interesse nacional relaciona-se com as noções de Justiça e bem-estar, enquanto a conservação da sociedade política associa-se a segurança, ambos assentam e apoiam-se em medida de política interna e externa como teleologias que garantem a eudaimonia dos cidadãos (RIBEIRO apud BEMBE, 2018). Nota-se a partir deste conceito que os Estados por meio da política externa partilham interesses, resolvendo problemas. Significa que o problema patológico ou CORONAVIRUS é um problema do mundo, porque ameaça a concretização do bem- estar, bem como a integridade territorial e a soberania dos Estados, razão pela qual observa-se que vários países, particular e colectivamente, demonstram a capacidade de superação deste problema, acionando estratégias de prevenção e combate.


Angola não é excepção face os países e organizações internacionais como a ONU através da agência OMS que se preocupam em combater o fenómeno CORONAVÍRUS, uma doença análoga as designadas epidemias como Marburg, Ébola, AIDS, febre-amarela, Cólera e gripes etc, que emergem naturalmente e provocam danos mortíferos, não obstante a origem de certas doenças serem inescapáveis as provocações dos homens no meio ambiente.


O governo de Angola (MIREX) preocupa-se em manter a sua estratégia de segurança e atender as preocupações dos angolanos que se encontram na China. Tal preocupação é justa e penso que deve ser atendida com vontade porque o Estado mediante a lei máxima ou a CRA no artigo 22o sobre o princípio da universalidade garante no no 2 que “todos os cidadãos Angolanos que residem ou se encontrem no estrangeiro gozam dos direitos, liberdades e garantias e da protecção do Estado e estão sujeitos aos deveres consagrados na constituição e na lei”. Cuja lei, também no artigo 25o garante a segurança dos estrangeiros e apátridas que se encontram no país.

Significa que, atendendo a vulnerabilidade económico-financeira, científico e tecnológica que Angola possui, mediante este ambiente conjuntural, terá de garantir imparcialmente a prevenção a população (Chineses, Angolanos etc), e caso houver doentes infectados combaterá com ajudas externas (do capital humano), facto que é diferente na China, um país que apesar de milhares de mortes causadas por consequência do covid-19 encontra-se tecnologicamente e economicamente forte, isto é, pronto para se defender de ameaças, o que não significa que as ajudas externas, tal como a moral e institucional que Angola proporciona para China não sejam exemplos enriquecedores para ajudar ou combater o que a tecnologia tarda, mas supera.


PORTANTO, em forma de conclusão aproveita-se dizer que produzimos uma monografia que incentiva, perspectiva e prospectiva para Angola o investimento a produção científico-tecnológica porque acredita-se que este factor de poder gera mal e bem, pois, pode ser a causa dos terrorismos originados por ameaças químicas, biológicas, informáticas e nucleares, como também é o único potencial estratégico plantado ao homem e capaz de possibilitar o combate de várias ameaças daquela natureza e, sobretudo; permitir a materialização dos objectivos e interesses nacionais dos Estados, transformação efetiva dos recursos naturais em poder económico e potencialização na arena internacional como um país capaz de ajudar a combater doenças como o CORONAVÍRUS e outras ameaças que assolam o mundo [...].


*Dorivaldo Manuel “Dorival” – Estudante Finalista de Ciência Política, na Universidade Agostinho Neto, FCS (2015-2018).

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CAETANO, Moreira. (1996). Manual de ciência política: formas de governo. Lisboa: Policop.
Constituição da República de Angola. Disponível em: http://www.governo.gov.ao/Arquivos/Constituicao_da_República_de_Angola.pdf [12/ 04/ 2014].
BEMBE, Miguel (2018). Manual didático de Análise Política II: perspectiva externa. Aula sobre segurança à segurança marítima. 4o Ano. Universidade Agostinho Neto, FCS, Departamento de Ciência Política (1-14). Angola.
MORGENTHAU, Hans. (2003). A política entre as nações. Retirado de http://funag.gov.br/loja/download/0179_politica_entre_as_nacoes.pdf [21/05/2016].

 



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