Lisboa - A empresa portuguesa, que é controlada pela empresária angolana, garante que “reúne todas as condições para honrar os compromissos”, contrariando a ainda sua acionista maioritária, que diz que as contas bancárias das suas empresas em Portugal estão congeladas.

Fonte: Negocios

O conselho de administração da Efacec, que já não é presidido pelo gestor dos negócios de Isabel dos Santos em Portugal, garante que a empresa não tem as suas contas congeladas, desmentido, assim, a ainda sua acionista maioritária, cuja participação está à venda.



"A Efacec e os seus acionistas são entidades distintas", começa por esclarecer a Efacec, em comunicado enviado à redações esta quinta-feira, 20 de fevereiro.


"A Efacec tem uma gestão independente e reúne todas as condições para honrar os compromissos acordados com todos os seus colaboradores e fornecedores, não estando colocada a possibilidade de não pagamento de salários ou incumprimento dos seus compromissos", afiança a administração da empresa sediada na Maia, onde uma sociedade controlada por Isabel dos Santos detém uma participação de 67,2% do capital.

 

Trata-se da segunda vez, no espaço de pouco mais de uma semana, que a Efacec se pronuncia publicamente para desmentir afirmações alarmistas de Isabel dos Santos, que esta quinta-feira alertou, em comunicado, que o congelamento das contas bancárias em Portugal está a impedir que as suas empresas no nosso país paguem aos trabalhadores e a fornecedores e cumpram as suas obrigações junto da Segurança Social e do Fisco.


"Em Angola, os arrestos não impediram o pagamento de salários, a fornecedores, impostos e Segurança Social. Em Portugal, pelo contrário, a justiça entendeu arrestar e congelar contas bancárias, consequentemente impedindo as empresas de pagarem a trabalhadores, à Autoridade Tributária, Segurança Social e fornecedores", lê-se no comunicado.

 

Já a administração da Efacec insiste que "a empresa está focada na gestão operacional do dia a dia", fazendo votos para que Isabel dos Santos saia rapidamente da empresa.



"A equipa de gestão está, em conjunto com diversos ‘stakeholders’, a apoiar a reestruturação acionista, para que esta se realize com a maior brevidade possível", remata a Efacec, que tem Ângelo Ramalho como CEO.

 



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