Luanda - Quando criticamos a "conivência" de João Lourenço no caso "Juiz Manico", surgiram argumentos de separação de poderes! Em certa medida faz sentido tal posição, mas o "João Lourenço Conivente" não é o JLO Presidente da República - sujeito às imposições da separação de poderes - o "João Lourenço Conivente" é o JLO nas vestes de Presidente do MPLA, força política que controla o Parlamento e actua segundo as instruções políticas que emanam dele.

Fonte: Club-k.net

Se o Presidente João Lourenço não estivesse politicamente de acordo com a tomada de posse do Juiz Manico, considerando as inúmeras denúncias provadas, que colocavam o na altura candidato, supostamente vencedor, em contradição com a Constituição e a Lei, sem exonerar a componente idoneidade, certamente que o Presidente da Assembleia Nacional - que responde politicamente ao Presidente da República nas suas vestes de Presidente do MPLA - não teria a veleidade sequer de colocar aquele assunto em pauta, na Casa das Leis.


A actuação do Presidente da Assembleia Nacional e do Grupo Parlamentar do MPLA, reflectiram o que lhes foi politicamente instruído ou consentido, porque do contrário diremos que João Lourenço perdeu o controlo do Partido.


Num segundo plano, informações postas a circular nos bastidores, confirmadas pelo áudio atribuído ao Juiz Concorrente - supostamente o digno vencedor de facto - apontam para um ofício dando conta que a Assembleia Nacional foi informada que o Juiz Contestatário havia desistido das suas pretensões. Ainda que assim fosse, à Assembleia Nacional estava obrigada a proceder todas diligências para em definitivo se certificar da veracidade da informação recebida, bem como da decisão recaída sobre os outros actos impugnatórios.


Não cabe a Assembleia Nacional julgar o mérito ou o demérito do Conselho Superior da Magistratura, mas é obrigação da Casa da Democracia encetar diligências para averiguação da legalidade e da constitucionalidade dos actos daquele órgão - para o caso concreto - antes de tomar uma decisão de tamanha importância e sensibilidade política.


Seja qual foi o cenário, o MPLA e seu Líder acabaram saindo com a imagem manchada.

 



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