Luanda - O presidente da UNITA exigiu ao Executivo de João Lourenço que divulgue qual foi o montante que regressou a Angola no âmbito das leis de repatriamento de capitais.

Fonte: NJ

Adalberto da Costa Júmior, durante uma passeata pelos municípios do Cazenga e de Luanda, seguido por perto de mil militantes, sublinhou a importância de se saber quanto já voltou ao país para se poder averiguar se estas iniciativas resultaram ou não.

Nesta iniciativa, realizada na terça-feira, o líder do partido do "Galo Negro, defendeu a abertura de "espaços de diálogo" entre o Governo e os cidadãos que colocaram ilegalmente dinheiro no exterior do país.


"É preciso que as autoridades do País abram novos espaços de diálogo com os cidadãos que defraudaram o Estado para que se encontrem soluções que sirvam a todos", disse.


Na marcha em que participaram pelo menos mil militantes, o presidente da UNITA avisou que "a esperteza" do MPLA que "os leva a pensar que só eles sabem governar, tem os dias contados".


Referindo-se sobre a tomada de posse do novo presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Adalberto Costa Júnior admitiu manifestações públicas em todo País, depois de o seu partido, bem como as restantes forças da oposição, se terem ausentado do Parlamento aquando da tomada de posse de Manuel Pereira da Silva, na quarta-feira.


"Vamo-nos todos manifestar, não vamos ficar uns em casa para depois dizerem que é a UNITA sozinha. Vamos ver se temos de facto essa decisão corajosa de reivindicar os nossos direitos", incentivou, salientando que a manifestações é do povo e não apenas da UNITA.


Recorda-se que, na quarta-feira passada, a Assembleia Nacional conferiu posse ao novo presidente da CNE, Manuel Pereira da Silva, "Manico", com apenas 111 votos favoráveis de deputados do MPLA. A oposição abandonou a sala em bloco.


Entretanto, Costa Júnior, na mesma ocasião, anunciou a entrega simbólica de 250 bolsas de estudo a estudantes de todas as províncias, considerando que se trata de "uma acção exemplar e uma demonstração daquilo que deve ser a responsabilidade de um Governo".


"As 250 bolsas de estudo não resolvem o problema de Angola, mas é uma acção simbólica e uma demonstração daquilo que deve ser a responsabilidade de um Governo", disse o presidente da UNITA ao intervir durante essa mesma jornada de campo nos municípios de Luanda e do Cazenga, na terça-feira.


O líder do "Galo Negro" reconhece que "um partido não tem a responsabilidade de formar as pessoas", mas a UNITA pretende com este gesto "dar uma demonstração daquilo deve ser responsabilidade de um Governo".


Assegurou que as bolsas para a juventude serão distribuídas para todo País.

 



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