Luanda - A fome continua a fazer morada entre milhares de famílias de alguns municípios da província angolana da Huíla com realce para a zona sul.

Fonte: VOA

Nos municípios dos Gambos e Chibia, por exemplo, mais de oito mil alunos foram forçados a abandonar a escola em 2019 por causa da fome, reconheceu o administrador municipal dos Gambos, Elias Sova.

 

“O fenómeno da seca foi uma realidade nos três municípios fato que resultou no abandono escolar progressivo na ordem de 7.908 alunos no município dos Gambos, 1.060 crianças na Chibia e não foram registados casos de abandono escolar no município da Humpata”, afirmou Sova.

 

Muitas famílias a braços com a fome batem todos os dias as portas da paróquia de Nossa Senhora de Fátima nos Gambos, conta o padre José Cordeiro.

 

“Nós continuamos a receber pessoas vindas de várias localidades. O que temos feito é mesmo repartir o bocadinho a todos ou então dar e eles fazem a sua refeição. Recebemos em cada dia mais ou menos sete pessoas por dia que recorrem a nossa casa para pedirem alguma ajuda”, explicou o padre.

 

Numa altura em que pouco ou quase nada se ouve falar da campanha de pedidos de auxílio que mobilizou o país, sobretudo no ano passado, o sacerdote católico conclui que ainda há carências.

 

“Se nós damos por exemplo a uma família dois quilos de fuba e três quilos de arroz por exemplo e uma família de 10 membros, é só para terem uma ideia isso não faz mais de dois a três dias”, contou.

 

A Comissão Provincial de Combate à Seca havia projetado em finais de 2019 que as ajudas as famílias carenciadas seriam necessárias pelo menos até ao primeiro trimestre do corrente ano, que coincidiria com o arranque das colheitas da primeira época agrícola 2019-2020.

 



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