Lisboa  - O novo Presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Manuel Pereira da Silva “Manico” advertiu em meios da instituição a solicitação de uma equipa da Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) no sentido de apurar eventuais irregularidades da gestão do seu antecessor, Juiz André da Silva Neto.

Fonte: Club-k.net

Abalado com denuncias do conteúdo de uma auditoria que espelha esquema de sobrefaturação ao tempo em que era Presidente da CPE de Luanda, “Manico” tem se defendido de que nunca tomou proveito de fundos públicos.

 

De forma aberta, Manuel Pereira da Silva “Manico” entrou em ruptura com o seu antecessor Silva Neto e na sua primeira semana de trabalho mandou cancelar todas as promoções que o antigo Presidente da instituição fez neste ano de 2020 alegando que as mesmas foram assinadas, numa altura, em que o Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ), já o tinha anunciado como vencedor do concurso para o cargo de líder desta instituição.

 

“Manico” afasta quadros ligados ao seu antecessor

 

Exonerou todos os quadros conotados ao seu antecessor, porém conservou aqueles com ligações privilegiadas. Recuperou o antigo diretor de gabinete da presidência da CNE, Gilberto Saldanha Afonso Neto cuja esposa é Eduarda Rodrigues a diretora nacional dos Serviços de Recuperação de Ativos da Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola. Recuperou também Vanessa Ferreira Lopes, que trabalha como consultora da presidência da CNE. Vanessa Lopes que é esposa de um assessor do palácio presidencial Marcy Lopes, , logo a seguir a ascensão de “Manico” pediu seis meses de férias, tendo viajado para a cidade do Porto, Portugal. Vanessa é filha de Rui Ferreira, o juiz  responsável pela fabricação  do  regulamento do concurso que ditou a indicação de “Manico” como Presidente da CNE.

 

Novo Presidente chama Tribunal de Contas

 

No quadro do levantamento que tenciona fazer contra a gestão do seu antecessor, o novo Presidente da CNE, Manuel Pereira da Silva “Manico” estabeleceu também contactos com o Tribunal de Contas, que por sua vez enviou no passado dia 13 de Março, uma equipa que foi ter com ele na sede da CNE. A equipa do Tribunal de Contas deverá trabalhar durante um mês na CNE iniciando os seus trabalhos com os relatórios de contas das estruturas provinciais.

 

Dois dias antes da chegada do grupo de auditores do Tribunal de Contas, funcionários da CNE havia pressentido que um clima de retaliações estaria por ocorrer, a contar com o teor de uma mensagem partilhada via whastup do telemóvel de um comissário nacional eleitoral em que atacava a integridade reputacional do antigo Presidente André Silva Neto e de antigos responsáveis das finanças. O texto partilhado por Manuel Camati, tinha como titulo “A queima de arquivo da Santa ex-directora da CNE Felisbela Ceita”.

 

Em círculos que acompanham os problemas da CNE, existem comentários sugerindo que o levantamento que Manuel Pereira da Silva “Manico” leva a cabo contra a gestão do seu antecessor obedece a cálculos destinados a abafar os dados de relatório de auditoria que a CNE fez a volta da sua gestão na CPE de Luanda. A sua equipa atribuiu “culpas” a direção cessante pelo vazamento do referido relatório razão pela qual tomou a iniciativa de chamar o Tribunal de Contas para fazer “também” um relatório a gestão do seu antigo superior hierárquico, André da Silva Neto.



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