Lisboa - A decisão tomada no passado dia 16 de Março, pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço de afastar prematuramente a então ministra da Educação, Ana Paula Tuavanje Elias, foi baseada em avaliações que indicavam o avolumar de “contravenções” cometidas pela mesma durante os cinco meses que serviu o governo como substituta de Maria Cândida Pereira Teixeira.

Fonte: Club-k.net

No exercício das suas funções, como nova titular da Educação, Ana Paula Elias teve como primeiro erro do seu consulado, a violação de uma orientação superior que determinava a impressão dos manuais escolares para o ensino primário, no país, em obediência a política de austeridade decretada por João Lourenço.

 

Até 2017, o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INIDE), organismo sob alçada do ministério da educação encomendava as impressões dos matérias escolares no exterior, concretamente, em Portugal. Porém, seria com a chegada ao poder de João Lourenço que os matérias passaram a ser imprimidos em gráficas nacionais como a “Damer Grafica”, em Talatona e a “Imprimarte”, em Viana. Por razões desconhecidas, a então ministra Ana Paula Elias decidiu imprimir os manuais escolares na África do Sul tendo ela ficado cerca de 15 dias, fora do país, acompanhar pessoalmente os trabalhos, em terras de Mandela. Ao regressar a Angola, surgiram reclamações de que os manuais chegaram com erros, que poderiam ser detectado e evitado, a partida, caso a impressão fosse feita num país de expressão portuguesa e na presença de revisores com domínio da língua portuguesa.

 

Ana Paula Elias acabou levando um “cartão amarelo” apesar de no palácio presidencial ter já havido registro de reclamações de que os seus documentos remetidos ao titular do poder executivo vinham acompanhado de lacunas, o que, no ponto de vista de funcionários da presidência, eram inadmissíveis para alguém que responde pelo sector da educação no país.


Segundo apurou o Club-K, a “gota de água” que levou Lourenço a desistir  de Ana Paula Elias foi quando no passado dia 12 de Março, foi convidada para um Seminário sobre a Implementação dos Programas do Sector Social do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2020. Ao tomar a palavra neste acto partidário, a ministra na sua apresentação havia feito confusão nas terminologias tratando Bornito de Sousa Baltazar Diogo, como “Camarada Vice-Presidente do MPLA” e por ai fora.

 

Neste seminário, os militantes do MPLA, tomaram como grave o facto de a ministra da educação de Angola fazer confusão do cargo daquele que na verdade é o numero dois do aparelho do Estado angolano. Quatro dias depois, João Lourenço não teve outra alternativa senão ceder as reclamações internas e da sociedade que desde algum tempo notavam debilidades na então titular da educação. Em seu lugar foi nomeada, Luísa Maria Alves Grilo reconhecida veterana do sector.

 



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