Luanda - A circulação de mototaxistas e a desobediência do distanciamento social nos estabelecimentos comerciais estão entre as infracções mais visíveis, em algumas zonas de Luanda, no segundo dia do Estado de Emergência, que vigora de 27 de Março a 11 de Abril próximo, em todo território nacional.

Fonte: Angop


Segundo o Decreto Presidencial que declara o Estado de Emergência Nacional, está interdita, num período de 15 dias, a circulação e a permanência de pessoas na via pública e o exercício da actividade de mototaxi, com vista o combate ao novo coronavírus (Covid-19).

 

A semelhança do primeiro dia do Estado de Emergência, marcado pela circulação de centenas de cidadãos e mototaxistas, em várias regiões do país, em Luanda ainda persiste o mesmo cenário, com o fraco policiamento, em algumas zonas, a contribuir na desobediência dos cidadãos.

 

A título de exemplo, no distrito urbano do Zango, município de Viana, praticamente só é visível a presença de efectivos da Polícia Nacional ao longo da via pública principal (Calumbo/Vila de Viana), abrindo brechas para os mototaxistas "deambularem" nas vias secundárias e terciárias dos bairros daquela urbe.

 

Segundo constatou a equipa de reportagem da Angop, alguns motoqueiros, que preferiram o anonimato, simulam a corrida do mototaxi, alegando a realização de compras caseiras, fugindo das rotas com policiamento.

 

Um dos mototaxistas ouvido pela Angop, na habitual segunda paragem do Zango 3, confessou estar a trabalhar sob olhar atento da polícia, que não estão em todas as paragens, para fiscalizar a actividade.

 

Outra restrição que também está a ser violada é o distanciamento entre clientes no exterior dos armazéns de venda a grosso e retalho de bens alimentares e nos estabelecimentos bancários, sem obedecer a distância mínima de pelo menos um a dois metros recomendáveis.

 

Entre vários estabelecimentos comerciais do Zango, a maior enchente recai ao armazém Angoalissar, onde o cenário é marcado pelos empurrões entre clientes que procuram, essencialmente bens alimentares.

 

A par dessas transgressões, regista-se também a escassez de táxi e autocarros, facto que deixa as paragens apinhadas de passageiros por longas horas.

 

Contactado um dos efectivos da Polícia Nacional no local, respondeu não ter orientações para prestar qualquer esclarecimento público.

 

Gonçalves António, segurança de profissão, referiu que estava na paragem há mais de duas horas para conseguir apanhar um autocarro para voltar para casa, vindo do serviço.

 

Na mesma condição também estava Maura Faustino, doméstica, que correu o risco de faltar no serviço por estar a espera de autocarro na paragem por longas horas.

 

Segundo a cidadã, os táxis estão a fazer linhas curtas, impossibilitando muitas pessoas a apanhar esses táxis, por dificuldades financeiras.



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