Luanda - Depois do Covid-19 a questão da dita Batalha do Kuito Kuanavale tem sido aquela que mais tem mobilizado a sociedade pelas implicações que encerra quanto à clarificação da nossa História no seu todo.

Fonte: Club-k.net

Repto II: Ao General de Exército Francisco Pereira Furtado

Na Conferência de imprensa do dia 19/03/2020, em resposta ao logro de 23 de Março 1988 ser a data de libertação da África Austral, agimos com responsabilidade de Estado ao termos colocado em primeiro lugar o Sr. Doutor Maurílio Luiele a chamar atenção sobre as implicações do Covid-19 em Angola numa declaração responsavelmente profunda que não foi aproveitada pelos meios de comunicação social ali presentes, e só depois é que nos voltamos para o logro da dita Batalha do Kuito Kuanavale.


No dia 23/03/2020, na entrevista que levei acabo na Rádio Despertar e TV Raiar, lancei o repto de debate sobre a dita Batalha do Kuito Kuanavale, convidando de forma responsável e patriótica camaradas castrenses operacionais que estiveram no Teatro das Operações da parte das ex-FAPLA.


Fiquei sem entender a razão da frase do camarada General de Exército Francisco Pereira Furtado ao afirmar: “Por tal razão, na condição de cidadãos nacionais com elevadas responsabilidades política e na qualidade de Generais imbuídos de sentido patriótico e de estado devemos evitar que alguns princípios doutrinários, ideológicos ou político do passado voltem a fazer parte das nossas agendas pessoais, sob risco de falharmos o nosso compromisso de preservação da paz, harmonia e reconciliação nacional”.


Camarada General Furtado pessoa que muito prezo sabe que no nosso histórico não existe indisciplina castrense nem manipulações que levem a fins dantescos como foi o 27 de Maio. Não só, no regime democrático de direito temos direitos e liberdades como; a liberdade expressão e de informação Artigo 40º, liberdade de reunião e de manifestação Artigo 47º.


Agora, com o repto II lançado pelo Sr. General de Exército Francisco Pereira Furtado, acho o objectivo ter sido atingido. Toda estratégia vencedora não precisa de ser correcta, ela só precisa ser certa.


Com aplicação das suas competências, o Senhor Presidente da República de Angola recorreu ao Artigo 57º (Restrição de direitos, liberdades e garantias) para estabelecer a ordem de luta contra o Covide-19. Como patriotas africanos estamos juntos nessa luta que auguramos vencer com menores danos possíveis.


Terminada está fase de restrição de direitos, liberdades e garantias e não de anulação de direitos, liberdades e garantias que nos pudessem levar a regredir para o sistema de partido único, estaremos novamente diante das nossas insuficiências históricas que temos de corrigir. Esta é a missão da nossa geração de 1974 que não deve continuar a legar as gerações futuras inverdades sobre Angola.


Assim sendo, a prioridade de hoje é unir Angola contra o Covid-19 e o Estado como instituição fundamental, tem no governo de Angola seu pilar estratégico para a concretização da estratégia de vencer este mal com menores danos possíveis.


Depois de ultrapassada esta crise, espero a TV Zimbo não recear em organizar uma mesa-redonda com a presença de personalidades políticas, diplomatas, militares e com uma plateia negociada para se debater sobre esta dita Batalha do Kuito Kuanavale que tenho certeza de poder vir a desbloquear muitas questões que estão ainda por esclarecer.


Finalmente, aceite Sr. General Furtado o abraço castrense de Kamalata Numa que lhe tem como amigo, apesar de ser o oficial das ex-FALA com General Chilingutila que com ordens do General de Exército Dr. Savimbi, mobilizaram Generais, Oficiais Superiores, Subalternos, Sargentos e Soldados a integrarem as FAA, onde têm sido humilhados esse tempo todo. A resposta tem sido disciplina e patriotismo porque querem continuar ser os garantes da estabilidade do Estado Democrático de Direito pelo qual se bateram.

- Muito obrigado -



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