Huíla - Tenho assistido (nos órgãos de difusão massiva), o apelo como: distanciamento de um metro e meio, evitar tocar em superfícies (mesas, maçanetas, partilha de telemóveis, talheres, aglomerados, óbitos, festas, lavagem constantes das mãos com água e sabão e o uso de álcool gel), de todas às forças sociais na luta agregada, em conformidade a prevenção da pandemia (coronavírus), declarada pela OMS, surgida na China em 2019, que está causando milhares de vítimas humanas na maioria dos países e em quase todos os continentes do Mundo.

Fonte: Club-k.net

Atendendo ao apelo lançado, relativamente a prevenção do COVID 19, especificadamente pelos seguintes órgãos: titular do poder executivo angolano; titular da pasta do Ministério da Saúde; pela mídia angolana e internacional; e pelas outras forças vivas da sociedade, que abraçam a mesma causa comum (bem vida), para todos e em particular os angolanos.

 

Neste apelo, inquieta-me o seguinte: O executivo angolano distribui moto cisternas em todo o País e, continua a distribuir. Iniciativa esta, que não se deixa de louvar. Como diz o velho ditado, passo a citar: “vale um pássaro nas mãos do que dois a voar”. Fim de citação.

 

Pesa embora, os meios disponibilizados e que continuam a ser disponibilizados, não são suficientes, para dar resposta há todas necessidades básicas, em termos de disponibilidades de água para todos.

 

Nesta conformidade, as perguntas que não querem se calar são as seguintes: Não sendo suficientes (as moto cisternas), como é que fica aquelas famílias que usam a água do rio para lavar roupa, beber e tomar banho? Não estaríamos diante há uma potencial fonte de propagação do vírus nas comunidades rurais e não só?

 

Partindo do pressuposto de que (opiniões dos técnicos de saúde), “o vírus tem certas horas de permanência em algumas partes do corpo humano e nas vestes”.

 

Por incrível que pareça, a razão do surgimento deste vírus, é culpa humana, deliberadamente ou não, é um facto. Mas, como diz o ditado popular angolano, e eu passo a citar: “não podemos lamentar, por leite derramado”. Fim de citação.

 

E o ditado chinês diz o seguinte: “conversa afiada não coze arroz”. Fim de citação.

 

Como o objectivo desta narrativa é cozer o arroz, então, urge, sem delongas, deixar aqui, algumas contribuições, como cidadão, comovido com a mesma causa (prevenção do COVID 19), o seguinte:

Tornar imperioso, o nosso executivo e a sociedade em geral, repensar, em meios e maior mobilização há estas comunidades, de modo à evitar a propagação do vírus e possíveis consequências (sociais e econômicas), do domínio de todos nós, para as famílias e para o País, enquanto o momento e o tempo ainda se encontra ao nosso favor;

Estender à alerta às comunidades mais recônditas do País (não apenas nas cidades das províncias e nas sedes dos municípios), com carrinhas com altifalantes, como tem sido feito nas campanhas (nas actividades partidárias dos vários partidos), e não só;

Transmitir as populações: fé, esperança, coragem, paciência e cooperação de todos, nesta tarefa do bem jurídico mais valioso (bem vida);

Dispôr (os governos), durante o período de quarentena e do Estado de emergência dos países que já declararam e, tendem a estender o período em função da evolução (Deus queira que não haja evolução), nos canais televisos gratuitos , nacionais e internacionais, internet gratuita, para além dos telefones, nos outros dispositivos electrónicos como: modem, para maior esclarecimento dos cidadãos e participação das ocorrências, tratando se de uma luta de prevenção do vírus além-fronteiras, que está afectando de forma significativa a economia mundial e a desistibilidade dos países em vários aspectos;


Durante a quarentena e o Estado de emergência (o pai, mãe e os filhos), para além de: maior aproximação familiar, amor, carinho, conversas constructivas, ler, ver vídeos, praticar actividades físicas regulares, no seu quintal ou casa, que-se crie também um cantinho verde: plantação de hortícolas, árvores frutíferas, de maneira a contribuir para o dia-a-dia e concomitantemente para a melhoria do meio ambiente;

Reflectir doravante (Angola), em todos outros sectores de prestação de serviços públicos (não só agora ao acaso do coronavírus, este, que pode e deve ser aproveitado como um paradigma de oportunidade de aprendizagem) nas tomadas de decisões e resoluções do executivo nos variadíssimos problemas que enfraquecem o País (sociais e econômicos), a tempo e hora e de forma antecipada, bastando olharem e ouvirem os sinais de alerta. Neste entretanto, vale subscrever o pensamento do sociólogo Paulo de Carvalho, num dos seus artigos de juízo, intitulado: “Cidade de Luanda com crise de autoridade”. Num dos trechos do seu artigo, ele dizia o seguinte, e eu passo a citar: “Vamos hoje fazer uma resenha de coisas que têm sido discutidas um pouco por toda a cidade, para as quais é preciso tomar decisões rapidamente”. Fim de citação.

A meu ver, decisões estas, não se deve tomar apenas nestas ocasiões, mas em todas as ocasiões, e em todos os sectores públicos, por quê? Porque o sector de prestação de serviços públicos, a sua locomoção é deveras degradado, negligenciado e não conduzido a sério (embora, é notório, nos últimos dias, permita-me o vulgarismo e “a nitos”, algumas melhorias por um lado, e por outro, algumas resistências).

É momento de reconsiderar em todos os sectores e, “tomar decisões rápidas”, racionais, proactivas e responsabilizar em função do não cumprimento dos normativos, das orientações superiores, dos vícios (nepotismo, corrupção, bajulação...), de modo a caminharmos na promoção das boas práticas como: meritocracia, prestação de contas, responsabilidade e responsabilização e dentre outras (boas práticas), para o crescimento e desenvolvimento do País.


Termino com a seguinte mensagem: a melhor forma de evitarmos a propagação do vírus, é FICARMOS EM CASA. E ficando em casa, estaremos a proteger a vida da nossa família (parentes do primeiro grau, segundo grau... e afins) dos nossos vizinhos, do Bairro, da Comuna, do Município, da Província, do País e do Mundo. Portanto, seja um cidadão exemplar, cumprindo as orientações vindas dos órgãos superiores (do executivo e da OMS), e partícipe de forma permanente, na luta de prevenção colectiva, contra o COVID 19.

Bem-haja Angola, Bem-haja África Bem-haja o Mundo e o caminho é para frente.

 

Por: Samuel Pedro

 



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