Luanda - O presidente da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), André Mendes de Carvalho, solicita moderação à Polícia Nacional no cumprimento das medidas previstas no Estado de Emergência em vigor no país desde o dia 27 de Março último.

Fonte: Angop

O líder da terceira força política em Angola fez este pronunciamento durante uma conferência de imprensa do seu partido sobre o estado da Nação, no âmbito do oitavo aniversário da CASA-CE, que hoje se comemora.

 

Na ocasião, o responsável salientou que para a CASA-CE os meios empregues para impor a lei devem ser proporcionais ao nível de infracções cometidas, evitando-se promover o medo na população, já assustada com a pandemia que afecta Angola e o mundo.

 

"Apoiamos a declaração do Estado de Emergência em Angola, mas reiteramos a necessidade urgente de o governo encontrar uma solução para o problema dos cidadãos obrigados a permanecerem em casa, sem condições alimentares de sobrevivência, visto que ganham diariamente na rua o jantar de cada dia", acrescentou.

 

André Mendes de Carvalho frisou que não se pode fingir que o problema não existe, mas há que buscar medidas que estimulem as pessoas a permanecem em casa.

 

Nos últimos tempos tem havido relatos de alguns excessos na actuação de agentes das forças de defesa e segurança, com realce para o facto que culminou na condenação de dois militares na província de Cabinda.

 

No que tem a ver com os profissionais de saúde, defendeu o fornecimento de meios de protecção individual a todos hospitais e centros médicos e não apenas aos de referência, porque é nos Bancos de Urgências, Salas de Consultas e enfermarias dos hospitais públicos de grande e médio porte, que acontecem os primeiros contactos entre o pessoal da saúde eas pessoas contaminadas.

 

O político encorajou todos os que se encontram na linha da frente no combate à pandemia, como o pessoal de saúde, bombeiros e órgãos de segurança, que actuam com profissionalismo nos termos da lei.

 

A CASA-CE foi criada a 3 de Abril de 2012, em Luanda, quatro meses antes das eleições gerais do mesmo ano no país.

 



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