Luanda - Numa altura em que os profissionais da saúde, enfrentam o combate contra a propagação da pandemia do Covid-19, uma médica angolana Maria Carlota Ngombe Victor Tati apresentou o pedido de demissão do cargo de secretária provincial da Saúde, em Cabinda, devido a interferências laborais atribuídas ao vice-governador para a área politica e social, Alberto Paca Zuzi Macosso, também ele médico e antigo director do hospital Josina Machel, em Luanda.

Fonte: Club-k.net

Devido as interferências do vice-governador para a área social 

Segundo fonte do Club-K, o governador provincial Marcos Nhunga recebeu a carta de demissão mas ainda não aceitou o pedido de saída da médica por reconhecer dedicação ao trabalho por parte da mesma.

 

“A Dra Carlota Tati está desmotivada e já submeteu a sua carta de pedido de exoneração há dois meses a fim de se dedicar à sua carreira médica”, diz a fonte explicando que “o governador Marcos Nhunga, ao aperceber-se da delicadeza da situação, está a tentar gerir a questão de forma a não minar a sua governação com inimizades”.

 

Integrada no governo provincial desde Fevereiro de 2018, a médica Maria Carlota Ngombe Victor Tati foi nomeada quando a província era liderada pelo então governador Eugénio Cesar Laborinho, num momento em que procurou trazer para a esfera do poder, figuras até tidas como desligadas ou criticas ao regime.

 

Dentre, os convidados de Cesar Laborinho, estavam o ex - padre Católico Jorge Casimiro Congo, nomeado para secretário provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, e a médica Maria Carlota Ngombe Victor Tati, que é esposa de um deputado independente da lista da UNITA, Raúl Tati.

 


Nos seus discursos, mesmo no seio dos seus camaradas do partido, o antigo governador Eugénio Laborinho é citado como alguém que defendeu sempre que era preciso ir buscar personalidades da sociedade civil para a governação porque, no seu ponto de vista, eram tempos novos e não se devia olhar apenas para a militância. Com essa sua visão, ganhou pontos junto da sociedade cabindense. Mas hoje, segundo fontes locais “o disco mudou”.

 

O vice-governador para a área politica e social, Alberto Paca Zuzi Macosso que esta a ser dado como fonte de discórdia no governo provincial é igualmente referenciando como não tendo também relação cordial com o secretário provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, Padre Jorge Casimiro Congo.

 

Já com a secretária da saúde, fonte local sugere que “tudo indica que as relações esfriaram porque o vice-governador não respeita as suas competências e por não ser a sua candidata para este sector.”

 

De acordo com a fonte, o vice-governador para a área politica e social, gostava propor para esta pasta, um jovem médico baseado em Luanda, Armindo Rúben Fortunato, 27 anos, formado na Universidade Piaget, com quem já estabeleceu contatos exploratórios sobre o assunto.

 

Apesar de se registar este clima menos bom provocados no governo provincial de Cabinda, há conhecimento de que, em círculos privados, o governador Marcos Nhunga foi dando a entender sobre a inexistência de razões para exonerar os dois secretários provinciais incompatibilizados com o seu “vice” por reconhecer neles dedicação ao trabalho.

 



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