Luanda - Angola gastou 451 milhões de dólares (414 milhões de euros) com importações de bens da cesta básica, entre janeiro e março, garantindo um 'stock' de produtos essenciais para os próximos seis meses, disse hoje o ministro da tutela.

Fonte: Lusa

Segundo o ministro da Indústria e Comércio angolano, Victor Fernandes, este valor representa um "esforço que o país não consegue aguentar" caso a produção nacional não seja aumentada.


Victor Fernandes, que falava em conferência de imprensa sobre o processo de licenciamento de importações, assegurou também que Angola tem ainda um 'stock' de bens essenciais para os próximos seis meses à luz dos pedidos licenciados.

 

"Porque, continuamos ainda assim a ter muita importação vinda de outros destinos e essa importação dá-nos a tranquilidade de que os produtos existem em 'stock', porque o mapa provisional para os próximos meses aponta para as mesmas quantidades", disse o governante, em Luanda.

 

Há pouco menos de um mês no cargo, o novo ministro da Indústria e Comércio angolano reforçou a necessidade da aposta na produção nacional, referindo que a medida "faz parte da política do executivo".

 

"Inverter o quadro que temos, priorizar a produção nacional e garantir que a balança de importação e o que produzimos penda mais para a produção nacional" são prioridades, sustentou.

 

Em relação ao processo de licenciamento das importações, o governante assumiu atrasos, originados, sobretudo, pelo grande "volume de solicitações" por parte dos importadores por força da desburocratização imposta pelo estado de emergência.

 

Essa desburocratização, explicou, "fez com que o sistema que temos recebesse uma quantidade muito grande de pedidos com um pico" e, observou, "um sistema não está preparado para trabalhar com tanta solicitação".

 

"Por isso ele próprio (o Sistema Integrado de Comércio Externo (SICOEX)) teve que entrar em manutenção para aguentar a avalanche de pedidos", reconheceu.

 

Apesar do SICOEX estar em manutenção, adiantou, o processo de licenciamento de importações não parou: "Vamos continuar a licenciar, mas queremos introduzir critérios como olhar o que é produzido localmente e decidirmos o que vale a pena importar", realçou.

 

Na ocasião, Victor Fernandes garantiu que serão disponibilizadas informações periódicas sobre as importações e o 'stock' de produtos essenciais em Angola, referindo que mensalmente será publicado um boletim informativo.

 



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