Luanda - A UNTA-Confederação Sindical reprovou a intenção da Transportadora Aérea Angolana (TAAG), de dispensar colaboradores reformados para mitigar a crise financeira em que a empresa está mergulhada.

Fonte: Lusa

A companhia de bandeira angolana anunciou que vai desvincular “nos próximos dias” os colaboradores reformados com contratos de continuidade, devido ao impacto negativo do novo coronavírus na actividade dessa empresa.

O secretário-geral da maior central sindical angolana, Manuel Viage considera haver alguma precipitação na tomada desta decisão.
O sindicalista disse que a intenção da TAAG viola o decreto presidencial sobre o estado de emergência que determina a preservação dos postos de trabalho.

“Não é bom estar a tomar este tipo de medidas nesta altura mesmo que tenham cobertura legal”, defendeu.

O economista Galvão Branco também afirma não ser correcto que a TAAG tome esse tipo de medidas por se tratar de uma companhia gerida com fundos públicos.

“Não faz sentido”, disse Galvão Branco que defende que a transportadora angolana “não pode prescindir dos seus encargos sociais numa altura em que o país vive uma situação atípica”.

Por seu turno, o também economista João Maria Chimpolo afirma que as dispensas anunciadas pela direcção da TAAG demonstram que a companhia há muito está tecnicamente falida.

A decisão da direcção da TAAG é justificada com o facto de a companhia estar a prever reduzir frequências de voos e até mesmo suspender-se algumas rotas, com vista a uma operação auto-sustentável, cujas receitas devem cobrir todos os custos operacionais, para a sobrevivência da companhia face ao contexto presente.

A TAAG considera que devido aos condicionalismos causados pela pandemia covid-19,poderá mesmo passar a operar apenas com cerca de 30 por cento da sua capacidade produtiva

 



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