Lisboa – O anuncio feito esta semana pelo ministro dos transportes, Ricardo de Abreu sobre despedimentos de trabalhadores a ocorrerem na companhia aérea de Angola TAAG, está a destapar praticas de discriminação salarial. Gregory Epps, o expatriado que ocupa o cargo de delegado regional na África Austral, ganha 30 mil dólares americanos por mês enquanto que um angolano com o mesmo cargo aufere o salário de USD 10 mil.

Fonte: Club-k.net

Racismo e despedimentos  geram mal estar

De nacionalidade britânica, Gregory Epps que aos 18 de Dezembro de 2019 completou 60 anos de idade, foi contratado para trabalhar para a TAAG, no ano de 2017 a convite da antiga diretora comercial, Lisa Pinto (expatriada portuguesa). Com passagem pelo escritório da Qatar Airways, na cidade de Frankfurt, Alemanha, Gregory Epps foi colocado para chefiar a delegação regional da TAAG na África Austral com sede em Johanesburgo, cobrindo Namíbia, Zâmbia, Zimbábue e Maputo.

 

Com a expulsão Lisa Pinto, por alegados actos de discriminação racial, o delegado regional Gregory Epps passou a ser assegurado pelo actual Presidente da Comissão Executiva da TAAG, Rui Paulo de Andrade Teles Carreira e por um outro administrador executivo Américo de Albuquerque Borges.

 

Nos escritórios em Johanesburgo, o gestor britânico Gregory Epps tem sido contestado pelos funcionários que o acusam de “ser racista” e de por promover despedimentos de trabalhadores de raça negra, que são por sua vez, substituídos por “brancos de certa idade”, segundo denuncias chegadas ao Club-K. Nestas ondas de “substituições raciais”, é pontuado o caso de dois trabalhadores negros da área da carga (um deles acabou por falecer) que foram substituídos, em finais de 2017, por uma sul africana reformada, de raça branca identificada por “Nicky” e um outro tratado por “Ronnel”. Durante este período de quarentena, Gregory Epps tem persuadido os funcionários sob sua alçada a tirarem férias gerando desconforto interno entre os trabalhadores. O Conselho de Administração tem recebido varias reclamações a volta da conduta do mesmo.

 

Apesar das fortes contestações e acusações (de ordem rácica) de que o mesmo tem sido alvo, o PCE, Rui Carreira denota dificuldades em chama-lo a razão ou mexe-lo, o que faz com que o acusem também de dar cobertura aos despedimentos a trabalhadores de pele menos clara.

 

No passado dia 15 de Abril, o PCE, Rui Carreira anunciou a tomada de “medidas imediatas” dentro as quais a apresentação por parte dos diretores do nome dos colaboradores que “correspondem aos 30 % da força de trabalho que deverão estar a trabalhar em regime permanente”. Orientou também a apresentação do nome dos colaboradores de continuidade, pois segundo, Rui Carreira “os mesmos contratos deverão na generalidade ser terminados”.

 

Dois dias depois, Rui Carreira, fez sair um despacho N009/PCE/2020 anunciando a nomeação do antigo sub-director de Vendas da TAAG, Antônio Luís Jeronimo Bartolomeu para exercer funções de delegado da empresa para a região América do Sul e Latina. A referida nomeação, satisfez os funcionários por se ter apostado num cidadão negro e de nacionalidade angolana apesar de Antônio Bartolomeu, estar já com a idade de reforma. Os funcionários segundo apurou o Club-K, aguardam para verificar se este angolano terá salário de 30 mil dólares a semelhança do expatriado Gregory Epps que desempenha o mesmo trabalho na região da África Austral.

Trabalhadores apresentam solução

O ministro Ricardo de Abreu invoca que os despedimentos na TAAG servem para “garantir a sua sobrevivência tão logo termine o estado de emergência no país”. Em reação, fizeram sair uma mensagem em que se pode ler o seguinte: “Caros Compatriotas o Sr Ministro quer Despedir Angolanos, deve o Sr Ministro Dos Transporte orientar ao PCE da Taag, a começarem primeiro a despedir os expatriados na TAAG, que não fazem nada e ganham salários acima dos 30 Mil dólares Americanos”.

 

“Isto sim se o Sr Ministro dos Transporte começar com estes expatriados em Angola e fora de Angola, vai dar para equilibrar as Finanças da Empresa porque os salários dos Angolanos são uma miséria que não afecta as finanças da Empresa”, le-se na mensagem que o Club-K teve acesso.

 

Os subscritores da mensagem invocam que a TAAG esta com dois problemas que são a desorganização/má gestão e excessos de expatriados dentro e fora de Angola. “Todas as Delegações da Taag no exterior estão no Comando dos Expatriados começando com a Região da África Austral, onde esta um de tal Grey, Delgado Regional que ganha mais de 30,000.00 Dólares Americanos”.

 

Os trabalhadores recordam que “no tempo do Angolano em Frente da Região ganhava-se 5,000.00 cinco mil Dólar e com grande competência”, por isso mesmo estes advertem ao ministro dos transportes Ricardo de Abreu para que “antes de mexer os angolanos Quadros, veja esta situação real da TAAG”.

 



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