Luanda - O juiz Carlos Alexandre ordenou a notificação direta dos presidentes dos conselhos de administração da NOS, Efacec e Eurobic para que bloqueiem os direitos das empresas de Isabel dos Santos que são acionistas daquelas sociedades.

Fonte: Observador

Ângelo Paupério (NOS), Diogo Barrote (Eurobic) e Ângelo Ramalho (Efacec) estão assim obrigados a registar nos respetivos livros de ações das sociedades o arresto preventivo ordenado pelo Tribunal Central de Instrução Criminal a pedido de Angola.



Tudo para evitar que ocorram alegados atos de dissipação de património por parte de Isabel dos Santos e para que cada uma daquelas três sociedades, e os respetivos acionistas, tenham noção legal de que os direitos estatutários e económicos das ações pertencentes a Isabel dos Santos estão bloqueados. Mais: os chairmen da NOS, Eurobic e Efacec estão ainda obrigados a informar o juiz Carlos Alexandre sobre o local exato onde estão depositadas as ações pertencentes às sociedades da filha do ex-Presidente.



para que estas sejam imediatamente apreendidas e depositadas na Caixa Geral de Depósitos à ordem do Ministério Público. Mesmo que Isabel dos Santos e a Sonae avancem com recursos para o Tribunal da Relação de Lisboa, o que ainda não aconteceu, o arresto e o respetivo registo no livro de ações da NOS, Eurobic e Efacec são para cumprir, sob pena de ser aberto inquérito pela alegada prática do crime de desobediência qualificada.



Tudo porque os eventuais recursos não têm efeito suspensivo. O Observador questionou a NOS, Eurobic e Efacec sobre se já concretizaram as ordens do juiz Carlos Alexandre mas apenas aquela última sociedade respondeu. “A Efacec não comenta temas ou situações que são matérias da competência da Justiça”, lê-se na resposta por escrito enviada por fonte oficial.



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