Luanda - O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) criticou, este domingo, a decisão do Grupo Média Nova de suspender o vínculo laboral de alguns profissionais, enquanto vigorar o período de Estado de Emergência (EE) em Angola.


Fonte: Angop

Em declarações à Angop, o secretário-geral do sindicato, Teixeira Cândido, considerou "precipitada" a posição do Conselho de Administração do grupo empresarial, sublinhando que "viola" os pressupostos do regime de excepção, em vigor no país desde 27 de Março último.



Conforme o sindicalista, vários profissionais ligados à Media Nova contactaram o órgão sindical, denunciando que foram convidados a suspender o vínculo laboral, por razões financeiras.


A esse respeito, o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida, esclareceu, este domingo, que nenhuma entidade empregadora (pública ou privada) deve avançar para despedimentos ou suspensão de contratos enquanto vigorar o EE.


A ANGOP apurou, de uma fonte ligada ao Grupo Media Nova, que a medida abrange quadros de várias áreas da TV Zimbo, da Rádio Mais e do Jornal o País, sem precisar números.

 


Segundo a fonte, não se trata de despedimentos, mas de uma suspensão temporária de contratos, medida que já vinha sendo equacionada antes do surgimento da covid-19 e de decretado o EE.


De acordo com o secretário-geral do SJA, há relatos de outras instituições que estão a viver problemas financeiros, mas não avançam para a suspensão do vínculo laboral. “Achamos ser uma precipitação dos gestores da Media Nova", expressou o sindicalista.A propósito, a ANGOP procurou contactar o Conselho de Administração do grupo empresarial Media Nova, até o período da noite deste domingo, mas sem sucesso.

 



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