Luanda - Um agente do comando provincial da Polícia Nacional (PN) em Benguela alvejou mortalmente, essa quinta-feira, um adolescente de 17 anos. O facto ocorreu no Mercado do Peixe, na sequência de uma operação policial que visava repor a ordem e tranquilidade no local. Conforme testemunhas, tudo terá começado depois que um grupo de jovens roubou peixe numa bancada e resistiu à tentativa de detenção.

Fonte: Angop

No acto de detenção, relatam, houve tumulto entre os jovens e os agentes da PN, que efectuaram disparo para dispersar a população. Na sequência do disparo, alguns cidadãos terão se insurgido contra o agente e arremessado areia e outros objectos.

Em resposta, contam as testemunhas, o agente fez mais dois disparos, sendo que um atingiu mortalmente o adolescente e deixou ferido outro jovem. "Após o disparo, o pânico instalou-se no mercado. Os cidadãos arremessaram pedras e outros objectos, tendo obrigado os agentes em serviço a fazer disparos de dispersão", contam.

A situação só ficou controlada depois da chegada da Polícia de Intervenção Rápida. Na sequência da reposição da ordem no local, foram detidos cinco indivíduos, acusados de fomentar a confusão no mercado. O Serviço de Investigação Criminal esteve no local e, depois da perícia, removeu o corpo para a morgue do Hospital Geral de Benguela.

No entanto, as Forças da Ordem e Segurança lamentaram, em Luanda, a morte de um adolescente de 17 anos, alvejado acidentalmente, essa quinta-feira, em Benguela, na tentativa de reposição da ordem durante uma contenda ocorrida nessa região. Em nome das forças de defesa e segurança, o sub-comessário Waldemar José lamentou o sucedido, afirmando que, “embora lamentamos a morte, reiteramos que não se pode resistir às forças da ordem”.

Ainda em Benguela, nas últimas 24 horas, as forças da ordem registaram um homicídio de um cidadão, protagonizado por meliantes, por volta das 21h00. Os marginais abordaram o cidadão e este resistiu ao assaltado tendo sido morto.

A fonte informou igualmente a detenção, em Benguela, dos promotores de eventos Nino Republico e Trixu, denunciados nas redes socais por terem promovido uma festa em época de quarentena, numa acção, supostamente, de beneficência.

Por lotarem até a capacidade máxima dos autocarros, violando as normas do Decreto Presidencial que orienta até a metade, informou, foram detidos três motoristas da transportadora TCUL, que devem ser julgados esta sexta-feira.

As forças da ordem e segurança prometem encerrar mercados formais e informais que estão a incumprir as normas de distanciamento entre os vendedores, o uso da máscara, as medidas higiénicas, entre outras.

“Nos próximos dias, vamos aplicar outras medidas duras para deixar a cidade mais desértica”, avisou, reiterando que os praticantes de desporto façam-no apenas até as 19h00 e no raio de dois quilómetros até a sua casa.



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