Sumbe – O governo da província do Kwanza-Sul liderado por Job Capapinha só pode estar a preparar um golpe ao Presidente da república João Lourenço. Há pouco menos de 367 quilómetros de Luanda, a cidade do Sumbe que capitaliza a província do Kwanza-Sul, volta a se destacar no que de roubo do dinheiro do Estado diz respeito.

Fonte: Club-k.net
Depois de termos denunciado sobre as malabarices de Job Capapinha no caso viaturas milionárias alugadas para dois vice-governadores a uma empresa de um cidadão mauritaniano, entra em cena o desvio de milhões de kwanzas destinados aos casos de prevenção da Covid-19.

Acontece que de forma meticulosa, a comissão técnica provincial para resposta a pandemia do coronavírus, coordenada pelo governador Job Capapinha, desenhou um programa milionário para financiamento de bens e serviços cujos valores contrastam com a realidade.

O governo do Kwanza-Sul por via do Gabinete Provincial da Saúde recebeu do governo central 75 milhões de kwanzas para o programa de prevenção da Covid-19, deste valor foi adicionado mais um milhão de kwanzas doados pelo partido MPLA, perfazendo 76 milhões de kwanzas.

São esses valores que serviriam para adquirir bens e serviços para sustentar o programa que segundo a nossa fonte, os gastos rondam os mais de 74 milhões, de kwanzas assim distribuídos:
- Compra de 17 termómetros a 96 mil kzs cada;
- Aluguer da ambulância da escolta de Job Capapinha no valor de 9 milhões e 832.966, 50 kzs.
- Aquisição de material de consumo corrente especializado pela Diombe Geste, Lda., no valor de 15 milhões 420 mil e um kzs;
- A Sociedade Kwendale de Augusto Trocado no valor de 20 milhões e 470.787.50 kzs;
- A empresa B. NARDA e filhos, Lda., seis milhões de kzs;
- Grupo FDT, Lda., 1 milhão e 609.211,50 kzs;
- A STAAL e Filhos, Lda., com quatro milhões e 904.212. 50 kzs;
- A firma CICCI, cinco milhões e 312 mil kzs;
- A Saracaca Comércio geral, quatro milhões e 450.821 kzs;
- A 2AA - Alberto Afonso, quatro milhões e 500 mil kzs, respectivamente o que totaliza mais de 74 milhões de kzs.

Sabe-se porém que, recentemente, foi administrado um seminário aos profissionais afectos ao sector da saúde para estarem por dentro dos métodos haver com a prevenção contra a Covid-19, mas que durante a acção formativa não tiveram qualquer refeição tão pouco lanches. Outrossim, o dinheiro pago para aluguer da ambulância foi feito com dinheiro da Covid-19.

Por este facto os ânimos da população kwanzasulina se levantam: “E vejam que os hospitais não têm medicamento. Aqui mesmo na 17 nem tem medicamento, é muito dinheiro e, é brincadeira. Nós estamos a brincar aqui com o povo. Depois estamos a passar aqui a fazer um marketing de governação, não queremos marketing de governação. Nós queremos quem vem aqui e resolva o problema dos angolanos. Quem vem aqui e resolva o problema do povo do Kwanza-Sul. Este povo é um ovo igual a outros e não pode ser maltratado assim constantemente assim. São políticas do MPLA. Olha só espero que o presidente João Lourenço que é o presidente de Angola oiça mesmo, escute mesmo a voz do povo do Kwanza-Sul, aliás essa última denúncia já está nas redes sociais e penso que está no seu gabinete sobre este escândalo que se passa aqui e, isto é um golpe que estão a dar ao próprio João Lourenço. Você que está dizer ao povo angolano que quer combater, quer combater, alguém está te fazer isso e não toma medidas então você é conivente. Ele tem que tomar medida, não há outra saída.

Insatisfação popular na voz de um membro do Conselho de Auscultação e Concertação Social do Kwanza-Sul, Armando Kakepa, onde até dinheiro do programa da Covid-19 foi desviado. Adicionado aos valores ora citados estão igualmente os do PIIM para os municípios que sofreram um emagrecimento por orientação superior supostamente para acudir casos da Covid-19.



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