Luanda – Um  empresário de nome Armando Campos Augusto, gerente de uma rede de clínicas veterinárias, instaladas por Luanda a fora, denominadas “Arcam Gold Fish”, cujo escritório encontra-se na avenida Brasil, bairro Vila Alice, província de Luanda, está a ser acusado de usar supostos agentes dos Serviços de Investigação Criminal de Luanda, para se apropriar da residência da sua antiga trabalhadora, Engrácia Luaba, localizada no bairro Caop, município de Viana. O Club-K sabe que tem sido uma pratica recorrente de Campos usurpar imóveis dos seus trabalhadores. Já houve dois casos semelhantes nos anos anterior.  

Fonte: Club-k.net
As acusações contra si são de familiares de Engrácia Luaba, que habitam o imóvel há anos, confirmando estar em jogo parte de uma dívida de três milhões de Kwanzas que Engrácia havia contraído em 2018, enquanto sua funcionária ao cargo de “inspectora-geral da empresa ARCAM GOLD FISH”, desde 2013, sendo que um milhão e 200 mil kwanzas já teria sido pago pela mesma, com base no contrato de empréstimo por três anos, informaram ao Club-K Angola.

Segundo os denunciantes, Armando Augusto está a agir de má-fé e contra os princípios constantes das cláusulas contratuais do empréstimo com Engrácia, numa altura que a sua antiga funcionária se encontra no exterior do país, desde Fevereiro de 2019, por questões de saúde.

Por outro lado, os interlocutores garantiram que Engrácia chegou a pagar ao empresário, desde 2018, 100 mil kwanzas por mês, durante 12 meses, até a sua ida ao estrangeiro.

Estas desconfiam haver falsificação de documentos da residência que o empresário alega ter em sua posse, supostamente fornecidos pelo antigo namorado de Engrácia, Benedito João Luaba, de 54 anos de idade, natural de Damba, província do Uíge, que se encontra foragido com mais de dois milhões de Kwanzas, dinheiro este da venda de uma viatura de marca Kia Rio de Engrácia, que ela, já no estrangeiro, havia confiado ao “namorado” Benedito para venda da mesma e pagar a diferença da dívida com o empresário.

Engrácia e Benedito eram, por sinal, colegas da mesma empresa “Arcam Gold Fish”, tendo amigando cerca de 17 anos, mas que, para Engrácia, “talvez só mesmo a lembrança pela coincidência dos sobre-nomes (Luaba), uma vez que o ex-namorado se encontra em parte incerta, desde que terá vendido a viatura alheia”, lamentou uma fonte próxima da proprietária do imóvel. Sabe-se que Benedito também contraiu dívidas ao mesmo patrão, cujo valor não foi revelado ao Club-K.

Segundo apurou o Club-K, os familiares viram-se surpreendidos com um “mandado de captura” às 17 horas desta quarta-feira, 13, por supostos agentes do SIC, coagindo para que um dos cidadãos presente na residência fosse confirmar um “forjado” termo de cedência da residência a favor do suposto empresário Armando Campos Augusto.

Todavia, o cidadão acima de 40 anos de idade, detido ilegalmente (em violação ao Estado de Emergência) no momento por supostos agentes do SIC por várias horas numa viatura, só foi posto em liberdade depois destes terem chamado o suposto empresário Armando Augusto, ao confirmar juntos dos agentes de investigação de que não se tratava da pessoa que ele pretendia para assumir a dívida pendente com sua antiga subordinada, afirmaram as mesmas fontes.

Antes do último mandado de captura, os moradores dizem terem recebidos dois anteriores “Avisos de Notificações do SIC Luanda”, cujo processo n.º 1.353/20-03, onde o suposto acusado era apenas identificado pelo nome de “DEWO”, nome que não correspondia com quaisquer identidades que habita a residência de Engrácia.

Ouvido pelo portal Club-K para o direito de resposta, por telefone, o empresário refutou todas as acusações que a si pesam, tendo, por sua vez, acusado os antigos trabalhadores Engrácia e Benedito de falsificadores de documentos da sua empresa para benefícios próprios, razão que levou a hipoteca da casa pela dívida.

“Todas as acusações são falsas. O caso está na PGR e já foram notificados três vezes e não compareceram e já tem mandado de captura e a PGR está a fazer o seu trabalho com o SIC e a casa está sobre a dívida, segundo o termo que se fez, então aquela casa não pode ser habitada por eles", disse, admitindo que "este casal trabalhava na empresa. A senhora como supervisora geral e o marido como encarregado de obras. A Engrácia tinha solicitado um crédito para aquisição de um carro para os trabalhos da empresa. Mas o carro só ficaria dela depois de pagar tudo que a empresa emprestou-lhe pelas funções que ela exercia".

O mesmo acusa Engrácia de falsificar os documentos da empresa para aquisição de vistos para os Estados Unidos de América sem o conhecimento da direcção. "A embaixada confirmou que os documentos que constavam dos requisitos que foram continha assinaturas falsas. Ela aproveitou-se da função que exercia, falsificar assinaturas e uso do carimbo da empresa sem autorização", revelou.

Armando Campos Augusto reconhece que a Engrácia deixou o carro ao namorado para a liquidação da divida. "Mas o suposto esposo havia feito um desvio que se comprovou depois de uma auditoria feita na empresa. Tudo isso está documentado. Ele assinou que desviou. Com os documentos que ele assinou consta todos os dados. Ele assinou a hipoteca da casa de Engrácia (sem ser consultada). Quando assinou a hipoteca da casa ele pediu alguns dias, depois foge", rematou.



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