Luanda - Cuidadosamente vemos de Norte a Sul e de Leste a Oeste um conjunto de obras nas estradas de Angola, edificação de prédios e construções de condomínios com o maior realce na capital do país. Falo do velho “Canteiro de Obras”, mas não é dele que nos vamos debruçar neste artigo.


Fonte: Club-k

Em Angola, existem vozes públicas de algumas entidades do partido governante assumindo no país “as mil maravilhas” e para muitos, há “ mil e uma falcatruas”, sejam eles do regime ou independentes e dependentes de ideologias partidárias. Afinal como vai Angola?


Se é que, “cada povo tem o governo que bem quer!”, então, nos merece! Se no pirar do chefe impor ao povo o que bem quer, então digo-vos: “ um Presidente é apenas um funcionário público cujo seu poder decorre de um acordo, digo – contrato - e quando vê-se violado - o contrato -, o povo pode rescindir, ou seja, eleger um novo Presidente”.
Contemplem na Democracia e nos Democratas: quando da visita do Presidente dos Estados Unidos ao Ghana, Barack Obama, recomendou aos jovens, que pela sua natureza, devem pressionar os governantes à promoverem aquilo para o qual foram eleitos, que é:“o bem comum, só o bem comum, e nad a mais” caso contrário, os jovens têm todo o direito de os derrubar!


Até nas ditaduras, existem boas pontes, óptimos prédios e excelentes estradas, mas a imprensa é simplesmente um batuque ao seu favor, que omite a verdade para perpetua-los no poder. Em Angola, vemos o Jornal de Angola como um Boletim Informativo do partido que sustenta o Governo. A RNA e a TPA, fazem a vez dos órgãos de resistências dos “perversores” e a Orion, feita trampolim para as batotas.


Afinal como provo isso: durante o VI Congresso dos camaradas, no segundo dia a Agencia de Notícia Angop dedicou todo ecrã com informações e ditos do conclave. A TPA ainda no mesmo dia dedicou 37 minutos. O JA dedicou quase a metade das páginas e a RNA 26 minutos até para cenas fúteis como o prato preferido, pastas e os tipos de camisolas.
Os condutores e pensólogos de leis nas democradura, são feitos falsos cientistas orientados a favor do chefe, a título de exemplo temos o professor Bornito de Sousa e o porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral, o jovem Adão de Almeida.


Já, Os ditos independentes e não favoritos ao regimes como Jornalistas e Activistas Cívicos são combatidos, postos em prisões arbitrarias e ou massacrados.


Meus caros, lembram-se? A prisão de Rafael Marques quando escreveu o artigo “O batom da ditadura”, o assassinato do jornalista Ricardo de Mello nas escadas da sua residência, a suspensão de Ernesto Bartolomeu na Televisão Pública de Angola, a prisão de Jota Filipe Malaquito, espancamento de Alexandre Neto e António CasCaje da Rádio Voz de Alemanha no bairro Iraque, os mais de 60 processos crimes contra o William Tonet director geral do semanario Folha 8, o processo contra Luísa Rogeiro Secretaria do Sindicato dos Jornalistas, o processo contra o jovem Domingos da Cruz por causa do artigo “Quando a Guerra é Nessecaria e Urgente!”, a suspensão de Armando Chicoca na Rádio Católica pela pressão do regime. Como até na Igreja impera a ditadura! Existem muitos outros casos que não temos espaço para descrever.  


As ditaduras, para alguns povos, são bem-vindas para outros são más ao ponto de não se cheirar como Gindungo de Cahombu ou Chichi de Cavalo. Em Angola, parece estar em estudo os conceitos de Democracia comparativamente ao Democradura e a Ditadura versos Ditadores, que pode vir a constar na próxima constituição – onde a terra já não é nossa (povo), onde o voto é laboratorial – eleição do presidente feita de boleia parlamentar.


Sobre elas, todos por livre inserção e liberdade académica, temos um contributo desde que se ajuste aos padrões científicos e académicos, respeitando a originalidade.


Demo – que vem da língua grega entende-se como elemento de formação de palavras que exprime a ideia de povo. Democracia – poder que emana do povo. (D. Ilustrado de Língua Portuguesa)

Democradura – poder que emana no chefe sem a participação do povo eleitor.

Ditadura – concentração dos poderes do Estado numa só pessoa, num partido único, num grupo ou numa classe que o exerce com autoridade absoluta. A Ditadura Militar é o regime em que o poder político absoluto é exercido pelas Forças Armadas. Com toda certeza Angola já evoluiu e não se encontra a este nível de estágio. (D. Ilustrado de Língua Portuguesa)
Ditador – é o funcionário público que reúne em si todos os poderes do Estado sem ouvir o povo. (D. Ilustrado de Língua Portuguesa)


Como vêm, até um diplogástrico perceberia pela forma simples e sintética dos conceitos... mas, ainda assim, resta-me convidar-vos a um recreio de ideias...


Os homens que transferiram o cérebro ao ventre, são apologista de termos um país... onde o que falta é a aceitação dos descontentes à uma Angola onde tudo vai bem, sem pobreza extrema, sem mortes injustificadas, com liberdade de informação nivelada e a divisão equitativa das riquezas do país.


Fernando Macedo e Rafael Marks são para mim, cidadãos de um país normal, onde a independência de ideias, coerência e rigor científico arrasta-os a uma visão própria de uma Angola futura.


Quem hoje, na democradura vê como jindungo só dói nos olhos dos outros é o ex-Secretario Geral dos Camaradas Doutor Marcolino Moko, com os isolamentos da democradura consegue sentir como dói na pele não lhe ter em conta durante pouco tempo. Pense em mim durante 25 anos?


É só não te terem em conta para se sentires descriminado, desprezado inaproveitável e voltado à nada.
Voltado à nada é na democradura o poder do chefe, ser do chefe e mais ninguém, é só dizer e não honrar é me sentir tudo feito rei. A nossa resistência contra a democradura continuará pelo povo e com o povo até que um dia sejamos ouvidos e respeitados com um regime menos autocrático e sensível ao voto popular.


Existe em Angola um presidente sufragado pelo povo? Seria uma oportunidade histórica agir de modo, Nelson Mandela, invés do Robert Mogabe.


Só não vê quem não quer – dizem os camaradas – é certo que só não vê uma democracia invertida quem não quer, só não vê a democradura quem não quer – só não vê a nossa resistência contra a democradura quem não quer. 



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