Lisboa – O Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior-INAAREES está a ser mencionado, em meios acadêmicos em Luanda, como não estando a ser rigoroso na verificação da autenticidade de diplomas ao valida-los. O reparo, embora já antigo, ressurgiu depois da alerta sobre do reconhecimento de um diploma que trás os dizeres e símbolos da antiga URSS, quando na data da sua emissão, 1997, já não existiam as chamadas Republicas Socialistas Soviéticas. Foi mesmo que validar um diploma datada de 2010 com os dizeres emitido pela “República Popular de Angola”.

Fonte: Club-k.net

Diplomas com dizeres “União Soviética” ao invés de “Rússia”

No passado dia 6 de Janeiro de 2017, o Director Geral do INAAREES, Afonso Dala Coxi Fula, reconheceu o certificado do cidadão Felisberto dos Prazeres Martins cujo conteúdo levanta duvidas. O referido certificado supostamente emitido pela Universidade de Minsk na Rússia da conta que Felisberto Martins ingressou nesta instituição estrangeira em 1996 e concluiu a formação, em Junho de 1997. Ao reconhecerem o documento, o INAAREES declarou que o cidadão em causa concluiu em um ano o curso de Línguas estrangeiras, na especialidade de “Relações Económicas Internacionais”. Ao mesmo tempo foi lhe conferido o grau académico de Mestre em Ciências Humanas, tudo feito num único ano.

 

“Como é possível alguém que tenha frequentado um curso de línguas estrangeiras, com a duração de menos de 1 anos de estudos, tenha recebido do INAAREES a Declaração de Reconhecimento de Estudos de Ensino Superior, com o grau acadêmico de mestre, superior à uma licenciatura regular de 4 ou 5 anos, e equiparado ao mestrado de 2 ou 3 anos?”, questionou o cidadão Manuel Domingos que se desenvolve uma pesquisa sobre diplomas duvidosos em Angola.

Para Manuel Domingos, “Sejam quais forem os argumentos de defesa à favor deste doutor falso, ninguém faz cursos superiores nas universidades europeias em 1 ano (pelo menos não em universidades idóneas), e com a equivalência a que lhe foi atribuída. A demais, quem esteve na URSS no período indicado no seu documento sabe que ele nunca fez parte dos estudantes universitários angolanos naquele pais”.

 

O certificado de Felizberto Martins faz referencia como sendo da “União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS)”, constituindo-se uma incongruência, uma vez que 30 de junho de 1997, este países já não se chamava “URSS” desde 26 de Dezembro de 1991 mas sim Rússia. Tal discrepância terá levantando suspeitas de que o certificado do reconhecido pelo INAAREES poderá ser de origem duvidosa.

 

“Neste caso concreto e de uma maneira geral, seria bom que o INAAREES, ao emitir a tal declaração de reconhecimento de estudos com o grau académico reconhecido, se explique publicamente sobre este e todos os demais casos que serão oportunamente denunciados”, sugere Manuel Domingos.

 

De referir que no passado dia 19 de Abril, os órgãos de comunicação social, divulgaram, a informação dando conta que o titular do polemico certificado foi nomeado para o cargo de Director do Gabinete da Secretária de Estado para as Relações Exteriores e promovido a ministro-conselheiro no quadro da carreira diplomática.

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