Luanda - É com apreço e elevada satisfação que se assiste à valorização no sector da saúde, com o encorajamento inequívoco e meritório do recurso primário aos quadros e profissionais nacionais.

Fonte: Club-k.net


A severidade da crise do Covid-19 terá que definitivamente ajudar a desconstruir a narrativa da emergência na noção e dependência viável que se traduzia até aqui para muitos, a doce armadilha, (a Clínica 4 de Fevereiro), numa alusão benigna e de recurso ao aeroporto internacional de Luanda.


Numa atitude continuada e sintomática, mais parecíamos pouco preocupados com a pertinência do exercício e qualidade da medicina familiar e outras, exercidas nos hospitais, clínicas e centros de saúde, apesar da massiva aposta na formação e qualificação, dentro e fora do País, ao longo de décadas.


Aplaudimos a clarividência como que se descortina, hoje, as políticas de saúde, e a forma corajosa como são enunciadas e implementadas, desde logo associadas ao modo claro na sua comunicação, através da sua digna titular.


Todavia, do meu ponto de vista, não se poderá provavelmente descorar o papel e dinamismo que conhece a articulação no sector da saúde, e nomeadamente junto a classe médica, que entre várias acções vê-se revitalizada no aprimoramento e aprofundamento da discussão dos fundamentos científicos, com a renovação das Presidências nos existentes e em tantos outros ora criados Colégios de Especialidade Médica.


Enquanto cidadão e sem quaisquer competências ou autoridade neste domínio, regozijo-me com o que reputo de um grande alento a auto estima e ética dos médicos e profissionais de saúde, a participação em distintos programas das diferentes cadeias televisivas e em especial na TPA com a Âncora Nady Ferreira, que em horário nobre se apresentam com explanações elaboradas, esclarecedoras, que passe a publicidade ou intenção velada de destacar alguém em particular, diria que se resumem em muitas ocasiões e diante do tema, autênticas aulas magnas.


Assim, fica claro, que com um esforço gigante, abnegação, e total apoio das estruturas, e desde que se verifique uma gradual melhoria das infraestruturas de atendimento clínico e hospitalar, ou seja com os meios devidos e tecnologicamente competentes, os nossos profissionais serão brilhantes e capazes de oferecer tranquilidade e segurança no tratamento dos doentes, a exemplo do que acontece noutras latitudes, a níveis próximos do que se terá em Portugal (barómetro).


Caberá igualmente maior valorização, sem eventual arrefecimento nos propósitos para futuro do Governo, pois irá concorrer para melhorar o brio, deontologia, e a motivação dos quadros e profissionais da saúde, e criar a médio e longo prazo robustez e resiliência no sector de saúde, para ultrapassar esta e outras crises por razões epidemiológicas, e permitir como competiria, manter o foco e coordenação para irradicação de outras doenças (exemplo a malária)

Acho que estaremos no trilho de um caminho irreversível e de orgulho Nacional, pois a saúde representa um activo indispensável e incomensurável para manutenção da vida, do crescimento e desenvolvimento do País.

 

 



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