Luanda - A África celebra 57 anos nesta amanhã (segunda-feira), desde a criação em Addis Abeba (Etiópia), em 1963, da Organização de Unidade Africana (OUA), em carta assinada por 32 estados africanos. Pelo facto, é considerado o dia Mundial de África.

Fonte: Club-k.net

Os africanos devem ter capacidade de analisar, conjuntamente e de forma sábia, os seus problemas internos e o propósito de outros continentes, com vista a dar passos significativos para o desenvolvimento do continente berço.

 

Apesar da independência que muitos estados africanos alcançaram perante seus colonizadores, ainda é notório a presença massiva de cidadãos de outros continentes que tudo fazem para desestabilizar o continente berço, impedindo, assim, o seu desenvolvimento.

 

Para contrapor tal situação, é necessário que os africanos estejam firmes e coesos. Um exemplo de coesão é a adesão ou criação de uma zona do Comércio livre continental, que considero uma excelente ideia, mais que não deve ser a única medida de união entre os povos do continente.

A zona livre de comércio é uma solução de vários problemas, sobretudo vai catapultar a economia no continente, mas deve-se criar outras medidas como a isenção de vistos em todos os países do continente, a semelhança do que se vê na União Europeia.

Olhando para o futuro do continente, o progresso de África depende dos jovens que devem apostar mais na sua formação e mudar de mentalidade, não se deixarem influenciar facilmente por pessoas que tencionam interesses políticos de forma negativa.


APETÊNCIA AO PODER

 

A “crítica” situação que África vive actualmente é originada pela apetência ao poder de forma perpétua, deixando de lado a aplicação prática do exercício do sistema democrático.

A perpetuidade no poder, no continente é feita sem uma democracia de “capa”, que deveria incluir na governação a maioria absoluta de um determinado país, o que resulta o subdesenvolvimento, o surgimento de actos de rebeldias e posterior criação de incessantes conflitos armados.


A conduta de alguns presidentes africanos, que insistem em “violar” constantemente a Constituição da República para estender seu mandato, como uma das causas da “instabilidade” nos respectivos países.

Este tipo de procedimento pode ser ultrapassado, nos próximos tempos, visto que as novas gerações de África apostam em academias, onde adquirem outra forma de pensar, ao contrário dos mais adultos, que foram subjugados por longos anos de escravatura e colonialismo.

Deve – se educar as elites a terem consciência de mudança positiva, antever as situações, principalmente, no sector económico, para deixar de pedir “favores” na Europa, sendo que a África “alimenta” o mundo, por ser rica em recursos minerais e hídricos.

Por outro lado, os conflitos existentes em alguns países de África constituem vias de derrubar os regimes de governantes que estão no poder há longos anos, beneficiando apenas uma minoria da população.

O continente africano está a crescer e atrair investidores internacionais, apesar de ainda estar a passos lentos, mas com sabedoria e empenho a economia de África poderá multiplicar e prosperar o desenvolvimento para o bem - estar da população na sua maioria pobre.

Defendo uma reflexão profunda para passar a valorizar o capital humano, regularizar os produtos importados, acabar com a eternidade ao poder, investir na educação cultural, ética, académica do homem, bem como olhar na união dos povos independentemente da sua tribo, cor, raça e origem.

De recordar que a eternidade no poder é mesmo uma grande fragilidade no continente, pois dela advém várias consequências nefastas desde sociais, económicas, políticas, assim como conflitos e guerras permanentes.

Sugiro que os dirigentes políticos africanos cultivem o hábito de convivência pela diferença, visto que é comum, em África, olhar para o opositor e a política como um campo de batalha.

Se deve reflectir na valorização do capital humano e deixar de pensar que o africano é incapaz de desempenhar determinada função.

É reprovável o recrutamento em excesso de profissionais estrangeiros para cooperar nos países africanos, pelo facto de fragilizar a economia, por levaram divisas para investirem nos seus países, ao invés de África.

 

Por: Laite Tito

 



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